quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

E a vida continua...

Agora tenho um título de mestre, que na maioria das vezes, eu acho que não significa muita coisa. Mas todo o seu processo de aquisição (que ainda está me causando um pouquinho de dor de cabeça por estar incompleto -_- ) foi um marco na minha vida, nas pessoas que convivem comigo. Encerrou um estágio e começou outra fase. Continuo achando que sei pouco, mas posso olhar pra trás e ver que hoje eu sei um pouquinho mais do que ontem. Me acho um pouco mais capaz também, mas sei que ainda estou longe do meu ideal.
A defesa não foi tão dolorosa quanto eu pensava que ia ser. Só um pouco longa e cansativa demais.
A comemoração depois foi praticamente um fiasco, não fosse a presença dEle.
Fiquei me sentindo um pouco mal com a minha família, pelas atitudes e por não terem tirado nenhuma foto! Com meus amigos por não serem amigos. E com meu namorado pq teve crise de ciúmes qnd eu não tinha nem cabeça pra pensar nisso. Mas é tudo totalmente compreensível.
E é um alívio ter defendido. Ao menos era, dias atrás.

Eu acho que nisso se resume o mundo adulto, uma correria incessante. Você se torna adulto quando vê que não tem tempo pra relaxar, sempre tem alguma coisa a fazer e que só com muito esforço você se permite descansar.
Tudo bem que eu passei 4 dias descansando e 1 dia lamuriando mas não foi suficiente.
Já tem um monte de coisas pra fazer, concurso, japones, artigo (dois, aliás), a versao final da tese e o doutorado... e eu achei que ainda ia arrumar um tempinho pra revisar alguma coisa pra prestar vestibular. Ha. Espero que esse ano eu não perca a coragem de novo.

Então eu passo dias maravilhosos com o amor da minha vida. E continua sendo pouco. E voltar a rotina depois é praticamente insuportável. Especialmente, porque eu não queria ficar sozinha justamente quando estou completamente sozinha.

Quando eu estava em campinas, encontrei uma moça na mesma situação que eu, com uns 2/3 anos de namoro a distancia depois de passarem 1 ano na mesma cidade. E ela disse que com o tempo a gente acostuma. Eu ainda não acostumei.
Talvez ela tenha acostumado considerando que eles ficaram pouco tempo afastados (2 anos é pouco comparado com 6) e eles tavam de casamento marcado em breve, com o noivo dela num emprego bom e estável.

Pode até ser que o tempo passe depressa, mas eu acho que nunca vai ser suficiente. Como hoje eu vi a história de um senhor, cuja esposa morreu de cancer. Você nunca sabe quando as coisas vão acontecer, então além de ainda esperar um tempão pra ficar junto, você nunca sabe até quando vai ser assim. Nada impede de você ser atropelado no dia seguinte.

Eu não acho que estive deprimida hoje, mas me deu uma vontade absurdamente estranha de tomar sidra, aquela alaranjada, de pessego. Tomei a garrafa inteira.
E quebrei uma unha.

Isso porque eu ainda não estou me sentindo como antes, não amada. Mas o tempo junto foi tão pouco, que eu acho insuficiente pra resolver isso.
Essas coisas trazem o que há de pior em mim, como lembrar que Ele ficou lendo no pc quando eu queria carinho.
Acho que as coisas seriam melhores se eu pudesse vê-lo em abril, no feriado da páscoa. Julho parece tão longe..

Estou tentando pensar nas coisas boas, juro.

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