quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Relendo o blog dele, vááárias vezes ... acabo decorando =p
Porque ler o que ele escreve me faz bem.
Eu entendo muito bem porque eu gosto dele, mas não entendo como ele consegue gostar de mim. Vai ver é como ele disse, que a gente tende a pensar que com a gente é maior que o outro. O engraçado é como eu consigo ser modesta nessa hora =|
Eu tenho que ler que eu ainda represento alguma coisa pra ele. Porque depois de tantas que eu andei aprontando eu não sei se eu me aceitaria.
E não é sempre que a gente pode ficar se baseando e tendo a segurança que tudo vai ficar bem só porque se ama.
Normalmente quem ama come o pão que o diabo amassou, e se encontra sem alternativas pelo fato desse amor. Assunto esse que esteve presente num pedacinho do meu dia.

Curioso.. como ele parece 'mais feliz' no blog. Ou menos afetado. A minha dúvida é será que ele escreveu dessa forma pelo que eu tinha pedido, está havendo uma pequenina transformação a caminho, ou são apenas influências do estado de humor temporário auto-induzido? Não sei, mas confesso que é uma delícia decifrar essa colchinha de retalhos.

Eu queria só que a vida colaborasse um pouquinho com ele. Já é maldade ele morar onde mora, trabalhar do jeito que trabalha e ganhar esse pouco, não ter tempo pra se dedicar as coisas da forma que ele gostaria e pelo fato de não estarmos juntos. Eu sei, eu sei, eu vivo dizendo da coisa da dificuldade e da evolução etc. Mas eu preferia que pesasse mais pro meu lado que pro dele,ao menos nesse aspecto 'material' da vida. Eu lido muito melhor com isso que ele. Eu não consigo ficar sem dormir mesmo com uma dívida alta e sem dinheiro. Então..
Em compensação, essa coisa do emocional é confusa. Hm, saudade dessa palavra =p? Eu não consegui dormir nem 4 horas direito de preocupação ontem.

Estou um bagaço hoje. Por sorte isso não atrapalhou os resultados da consulta dos olhos. Estranho, eu sempre achava que tivesse um alto grau de miopia, sem os óculos a minha visão é quase imprestável =p Mas eu descobri que são apenas 1,25° como têm sido há praticamente sempre =p O médico falou que mais de 0,75 e somos todos ceguinhos. Ao contrário das outras vezes, esse Dr. foi muito simpático, muito atencioso. E ao invés da pilha de exames preventivos, farei apenas 1 de 30min. É o mais chato mais o menos incômodo. Aquele colírio anestésico pra medir pressão do olho deve ter um efeito alucinógino, ou algo parecido. Único inconveniente foi o enjôo de sair por aí com as pupilas dilatas e sem conseguir focar. Especialmente a visão de perto.

Fui no shoping, procurar algo pra ele. Em verdade, eu queria ter ido numa lojinha aqui perto de casa que costuma ser mais em conta, e com peças de boa qualidade (a proósito, eles estão com blusas/casacos/camisolas da Hello Kitty oficiais..ai ai), mas a loja tá mudando os "lugares-onde-poe-roupa". Qual é o nome disso?
Aí nas lojas de departamento (C&A, Marisa, Riachuelo) era terrível olhar as etiquetas de preço. Eu esticava o braço lá longe pra ver. Imagino que o pessoal deva ter rido bastante ao ver essa cena.
Demorei um tempão lá e não pensei em comprar nada pra mim. (É , responsabilidade muda as pessoas.)
A cópia do livro (que espero ter saído do jeito que ele queria) foi embrulhada na roupa,e deu pra disfarçar bem. Não sei se é crime mandar cópia de livro. E como o preço até 1kg é o mesmo, melhor completar os 350g do livro com outras coisas pra aproveitar o envio. Pena que eu não consegui escrever uma carta ontem, depois de tudo o que postei no blog. E eu tava com pressa de mandar hoje pra ver se chega antes do feriado, pra ele estudar. E eu nem via as linhas do papel hoje de manhã =p.

E nesse meio tempo eu vi que na pressa, calcei o tênis errado, que é um número menor que o meu. E ainda estava com palmilha. Meu pé está em frangalhos, meus mindinhos estavam roxos e cortei a unha antes pra não encravar. Amanhã, vou voltar a sandália, que eu estava usando desde que ele veio aqui por causa do machucado que a ausência de meia fez no meu calcanhar. E ainda não sarou completamente, acredita?

Fiquei a tarde toda lá e o meu pecado foi comer a torta de chocolate divina que compraram pro aniversário de uma aluna. A torta valeu a pena. Só não sei se deveria ter comido um outro pedaço >< mas não estou com dor na consciência, tinha passado a manha mal e enjoada então. Bem, o que tá feito, tá feito.

Então, por essas e outras me sinto menos miserável que ontem. Um pouco por causa do cansaço também. E porque não há muito o que eu possa fazer agora, então não vou sofrer por antecipação.
Mas acordei com mais carinho, mais saudade. Só hoje que eu lembrei que essa bagunça toda pode estar associada também aos remédios que eu ando tomando e aos hormônios.
Eu achava que não tava dando muita diferença (quando não se tem um padrão fica difícil comparar alguma coisa), mas em relação ao problema dos pelos a coisa melhorou uns 50%. Ontem eu tive a depilação mais tranquila da minha vida, nem doeu, e comparado com o que eu já passei então, nossa. Uma pena que resolveram aumentar os preços e eu fui pega de supresa. A conta saiu cara. E assim lá se vão os meus planos vaidosos de fazer limpeza de pele, drenagem linfática, modelagem etc. Ble, eu nuunca ia ter coragem de gastar tanto dinheiro assim. Ao menos na situação atual. Uma pena que eu não vi a moça que fez lipoaspiração, tava curiosa. Vi num dos blogs lights que eu ando lendo pra não perder demais a motivação, de uma moça que levou 3 anos e perdeu 43kgs, e fez lipo, abdominoplastia e mamoplastia. Ficou linda, especialmente coma produção da revista que foi fazer matéria dela. No site tem os preços das plásticas. Em SP R$ 4k cada uma a vista. Mas o lugar divide em 24x+entrada =D Qualquer hora tem o consórcio plástica =p
Mas eu desviei demais..

Passei o dia todo mais carinhosa, com mais saudade e pensando muito muito nele. Ao acordar de manhã, quando vi o jornal, quando fui ao shoping, na faculdade... Até o texto desse blog é escrito como se eu pudesse estar agora conversando com ele.

Ah sim. Uma coisa bastante interessante: embora todo esse turbilhão de coisas tenha acontecido, meu lado sexual parece que não foi avisado de nada. Pra ele nada nunca mudou e nada fez diferença nenhuma, e ponto. Talvez se eu me guiasse por ele fosse mais fácil? =p Até mesmo hoje quando eu estou me arrastando pelas paredes e lutando pra me manter consciênte eu sinto vontade. Pena que isso sempre termina comigo cochilando no meio do ato, e acordando com uma vontade maior dia seguinte..assim até eu achar um tempo em algum dia que eu não esteja cansada =p Aí nesse dia, eu me acabo =p

Hm. Me sinto mais feliz pq ele aparenta estar mais feliz.
Vai saber..

Ps: vou dormir e não sei se consigo voltar a tempo de te mandar um beijo online. Deixei recado e email :***
Can I have this love forever - porque nós é tudo o que importa

Quando eu era criança, épocas de pré-escola, eu nunca sabia quando era o inverno, porque eu não entendia o clima daqui.
Embora seja primavera, chove todos os dias, e um dia que ocasionalmente não chove, em sua maior parte fica nublado e feio, com temperaturas baixas.
Então o inverno pra mim era quando o tempo ficava triste, o céu nublado e feio chorava em plena primavera. Mal sabia eu que estávmos perto do verão.

Nessas época sempre era ruim ir pra escola, com qualquer idade, porque os carros nunca respeitam os pedestes quando chove. Acho que não respeitam quando faz sol também, mas ao menos você não corre o risco de chegar ensopada. E o pior, com o tênis e a meia todo molhados fazendo 'squish squish' por onde você passa. E depois da quarta série usar galochas era mico demais.
O tempo passou e eu continuo não gostando dessa época e desse clima. Essa primavera falsa, que deixa as pessoas mais tristes,e não parecem nem um pouco com a primavera dos filmes que a gente vê na televisão. O natal e o ano novo ainda estão muito distantes e o espírito das festas não contagiou ninguém. Não sei, também acho que essa época só as crianças são felizes assim, e as únicas com férias de 3 meses..

Pra variar choveu hoje. Continuam ocorrendo atritos ocasionais aqui em casa. Eu acho que é tudo fruto do mal humor das pessoas. Mas é uma pena, porque aumenta a vontade de ir morar sozinha. Além de ser uma grande bobagem, seria um grande desperdício de dinheiro.
Pelo menos durante a aula de japonês, as coisas são melhores.. eu fico conversando até dar 22h ou mais e venho pra casa. Em relação ao idioma, estou fazendo alguns progressos, que poderiam ser maiores eu sei. Mas pro nível de dedicação que eu tenho está bom. Assim que eu achar um programa que me ajude a estudar (que eu pretendo procurar nesse fds ou no próximo feriado) certeza que o progresso vai ser mais efetivo. Parece que vai ter uma noite de yakisoba e karaoke na escola..seria bom, é legal conversar trivialidades com o pessoal de lá. Acho que tirando eles e o pessoal do laboratório, acabou meu convívio social.
Tem uma festa com fantasia obrigatória na casa de uma colega. Mas a fantasia é orbigatória, e eu não estou nem um pouco no clima pra isso. O apartamento dela, no centro da cidade, é beem longe da minha casa e ruim de estacionar por perto, e não dá pra voltar tarde porque a eleição é no dia seguinte e eu gosto de votar cedo e ficar livre. O horário da festa é meio ruim, começa 18/19hs, mas certeza que o pessoal só chegaria as 20/21. É estilo americana e ela não separou o que cada um vai levar, então esse tipo de festa tem muita bebida e nada de comida, mas pra mim isso não faz diferença. Eu iria lá pra quê? Apenas pra encontrar 2 ou 3 pessoinhas legais e só. Porque tem muitos móveis na casa dela e mal tem espaço pras pessoas sentarem. Então é só comer, beber e conversar. No máximo ver tv ou jogar videogame, que pra mim, não é algo interessante. E as pessoas são bem diferentes, fica chato de conversar, com o tempo fica entediante conversar com gente que não tem os mesmos interesses.
Resumindo: não tou nem a fim de ir...

É estranho mas o espaço, o enorme vazio que eu via quando olhava pra dentro de mim vem sumindo. E eu espero que continue assim. Claro que não é a mesma coisa de antes, mas acho que mesmo com toda essa tristeza, tudo pode ficar melhor do que estava antes. Mais calmo e mais sereno pode ser melhor.
E algumas coisas continuam como antes: eu costumo falar do 'meu namorado' o tempo inteiro, sem nem perceber. Só é esquisito quando eu falo algo que não faz sentido pras pessoas normais, aí eu tenho que explicar boa parte da história. E as pessoas ficam com pena. E eu lembro como é ruim e tenho que morder a língua pra não chorar.
Antigamente eu só precisava dar uma apertadinha com os dentes na língua, um beliscãozinho. Hoje isso não funciona mais, eu mordo bem no meio, com bastante força, porque quase nunca é bom ou normal chorar na frente das pessoas.
E tem motivos que tornam impossível chorar em qualquer lugar, pela intensidade. Como quando eu lembro que sempre que nos encontramos nunca é por tempo suficiente, e sempre existe a partida. Uma dor tão intensa e profunda que eu chego a achar que um pedaço do meu peito foi arrancado sem anestesia. E, diferentemente do resto, não passa. Eu choro, choro, choro e essa dor não vai embora. E eu não consigo mais controlar o meu corpo entre chorar, respirar, gritar e não consigo fazer nada pra dor passar, como se eu estivesse sendo comida viva. A saudade só vai quando ele vem, e quando ele vai ela sempre volta de novo.

Agora eu tenho uma dor maior, por todas as conseqüências que esse problema causou, por tudo de ruim que eu acabei fazendo pra ele, pelo fato de ter abalado o relacionamento, por ele ter perdido a confiança em mim. E o que me dá mais revolta, que fortalece essa sensação ruim que eu tenho e me faz quase sufocar, é que tudo podia ter sido diferente se eu soubesse.

É claro que amor não some, não desaparece, no máximo se transforma. Eu fui muito burra e ingênua, e me expressei muito mal por não entender direito, foi muito doloroso pra mim (imensamente mais pra ele) dizer da forma que eu disse, mas eu não sabia. Se soubesse teria evitado isso tudo, ou feito de outra forma, mas como eu ia saber. Acho extremamente injusto isso, mas não teve jeito.

Estou bem ao perceber que eu não o amo menos, e sim o que mudou foi a forma, amadureceu um pouco, mas isso não é ruim, e eu vejo que continuo sofrendo por amor e saudade do mesmo jeito, que continuo sabendo muito bem o que eu gosto nele, e ainda lembro perfeitamente porque eu comecei a gostar dele e tudo nele que me encanta.
Mas estou preocupada com as conseqüências. Com tudo o que vai acontecer com ele. Com o fato de que eu posso tentar ao máximo fazer ele acreditar em mim, conquistar o amor e a confiança que ele tinha antes e talvez não conseguir.
É horrível ele pensar que eu não o amo, ou que amo pouco, ou não o amo o suficiente, quando não há nada que eu não faria por ele ou pra ele. Eu colocaria fogo no meu próprio corpo se isso pudesse protegê-lo de alguma forma, eu venderia minha alma ao diabo, passaria a eternidade no inferno

Eu tenho muito medo de que o sentimento dele por mim tenha diminuído, e que talvez isso possa ser irrecuperável. E eu não quero nem pensar nisso. Porque mesmo que eu tente me enganar dizendo que sem ele tudo pode ficar bem, eu sei que isso é uma mentira, uma ilusão que o meu cérebro cria pra proteger o meu coração. A verdade é que eu o amo demais pra conseguir suportar qualquer coisa sem ele, e porque viver não faz mais sentido sem ele. Eu prefiro enfrentar toda a eternidade num inferno de suicídas do que ficar sem ele. E eu tenho muito medo quando percebo isso. Por estar tão ligada a ele e ser tão dependente dele sem poder fazer nada, sem ter proteção nenhuma, por ser tão vulnerável. Porque eu tenho medo de que um dia ele vá embora, seja porque motivo for, e eu fique sozinha com toda a dor e a tristeza, pois não vou ter ânimo pra mais nada e nada mais vai ter a mesma graça.
E eu tenho mais medo ainda de eu ser o motivo que o afaste de mim. E é tanta coisa que pode fazer dar tudo errado. Eu posso nunca satisfazê-lo sexualmente, emocionalmente ou intelectualmente. Eu posso ter defeitos que se tornem insuportáveis. Eu tenho medo de ofendê-lo, machucá-lo, magoá-lo mesmo sem querer, porque eu sua uma pessoa muito imperfeita, muito mesquinha e egoísta. Eu sei que mesmo que eu perca todo o peso e fique magra eu nunca vou ser tão bonita quanto o monte de outras mulheres que existem por aí, justamente eu, que estou tão distante dos tipos preferidos dele. Eu tenho medo que mesmo que eu fique magra, ainda não seja suficiente. Eu tenho medo que ele se canse de lidar com uma pessoa com tantas necessidades emocionais. Eu tenho medo que ele perca o interesse e fique entediado e irritado com uma pessoa que é tão diferente dele. Eu tenho medo que ele se canse de tudo por ser difícil de entender.. Eu tenho medo que eu nunca seja perfeita, que tudo nunca seja bom o suficiente e eu não consiga evitar que dê errado.
Por isso que eu as vezes me martirizo tanto tentando me encaixar em tudo, tentando deixar tudo perfeito ou bom. E mesmo que eu chegue a pensar se todo o sofrimento vale a pena, eu não tenho escolha. E é com muita felicidade que eu digo que não tenho escolha, que eu mesmo sendo tão imperfeita sou capaz de ter sentimentos de tanta intensidade, sou capaz de amá-lo com tanta força. Com o meu coração e todo o meu ser eu o amo mais do que qualquer coisa que possa existir, mais do que a própria vida, mais que o universo. E as vezes meu cérebro é idiota, bobo e ingênuo por não admitir que a única alternativa que eu tenho, a única alternativa que me faz feliz, é amá-lo e estar com ele.
Por isso é sempre tão sofrível quando acontece algum problema. Esses pensamentos ficam se repetindo na minha cabeça, e eu quase morro de sofrimento por vislumbrar que isso pode chegar a um fim. E como me dói imaginar tal coisa, que dirá ver um caminho pra isso acontecer..

Mas ,infelizmente e me dói muito perceber isso, dessa vez a coisa teve que chegar onde chegou pra eu perceber que tinha algo errado, pra saber que eu precisava fazer alguma coisa. Existem coisas que colocam o relacionamento em risco e que precisam ser superadas.

E se ele não tivesse me dito eu nunca iria perceber, eu nunca iria entender profundamente -como entendo agora- que 'nós' é mais importante que 'eu' ou 'ele'. E isso faz toda a diferença.
Então eu não vou mais deixar de falar dos meus problemas com medo de chateá-lo, não vou mais responder 'estou bem' por educação, não vou deixar de fazer cobranças quanto as necessidades de carinho e afeto que eu tenho, não vou deixar de reclamar sobre tudo o que eu acho que não está certo por mais chato que isso seja,e não vou fingir que eu sou forte como ele - pois é algo que eu não sou. Porque, ao mesmo tempo que essas pequenas coisas podem pôr em risco o relacionamento, agir de outra forma pode por tudo a perder. Então, eu sou obrigada a correr o risco.

É por isso que eu tenho medo. De ter algo tão precioso, tão intenso e tão verdadeiro como esse sentimento, e ser tão inexperiente, tão ingenua pra pôr tudo em risco. É tão revoltante a minha incapacidade, porque o que eu tenho a perder é muito, é tudo o que importa pra mim.

Estou preocupada. Muito preocupada. Com ele, com o que ele está sentindo, com o que ele está sofrendo. Como as coisas vão acontecer. E não quero nem pensar que eu sou a causa disso tudo pra não ter vontade de pular da ponte.
Queria passar uma grande borracha nisso tudo, e passar férias com ele. Porque quando estamos juntos, há uma certeza maior. Maior que eu, maior que ele, maior que isso tudo e qualquer outra coisa. Porque quando a minha alma está perto da dele o meu coração fica em paz, e só assim eu consigo ter forças pra ser uma pessoa melhor.

Passar um bom tempo juntos seria ótimo pra nós e pro nosso relacionamento, iria fechar a cicatriz. Duas semanas, um mês juntos. Sem trabalho, faculdade ou nada pra atrapalhar.
Mas, por enquanto, eu fico só com a vontade.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Bem, há muito tempo eu venho pensando em escrever, em pôr um pouco de ordem em alguma coisa, se for possível.
Mas incrível como eu consigo estar sempre cansada mesmo fazendo nada.

A primeira coisa que é importante que eu escreva, e lembre: foi muito melhor, esta sendo muito mais fácil depois de ter tirado esse peso dos ombros.
É engraçado. O jeito que ele fala sobre sentimentos, e parece até que eu sou phd nisso. Não sei como eu consegui esquecer como isso costuma ser tão complicado.
Eu sempre achei que o mais complicado que eu fosse lidar fossem situações do tipo amor-não-correspondido, as incertezas padrões femininas (eu gosto dele de verdade? ou só porque ele me trata bem?), ou ia gostar mais de alguém e a coisa fosse terminar em divórcio e/ou traição como acontece com a maioria das pessoas hoje em dia.
Eu nunca achei que um relacionamento fosse ficar mais complicado que isso.
Todo mundo sempre diz, o amor não se mantém sozinho e você tem que cultivá-lo, e eu fiz. Que você tem de se fazer presente mesmo distante, e eu fiz. Que você precisa ter forças pra superar os obstáculos em favor de um futuro comum e feliz, e eu continuei acreditando.
Então porquê isso foi acontecer comigo?
Não é chorar o leite derramado, mas sim ver onde, o que foi que eu fiz de errado ou o que eu não fiz e poderia ter feito pra evitar isso tudo. E é difícil encontrar respostas. E mais ainda encontrar certezas.
É sofrimento demais, pra mim, pra ele e eu sinto que nenhum de nós ganha nada com isso.

E eu já andava tão cansada da dinâmica de sempre..eu 'encontro' algo errado, falamos, eu fico triste, ele fica triste e preocupado, ele resolve, eu fico culpada, ele fica cansado. Entretanto, as coisas sempre continuam melhores que antes.

Eu não sei como ele consegue ser tão estático, como pra ele sempre está tudo bem, até que se prove o contrário. Engraçado como ele é tão otimista nisso =p E eu, tão cheia de dedos, tão cheia de cuidados. Acho que por me importar eu faço mais besteira do que se eu deixasse pra lá. Mas bem, eu já fui sacaneada, porque nessas horas, a despeito do que eu ouço, não tem como não pensar diferente. É muita responsabilidade um relacionamento tão importante pra alguém tão inexperiente. A probabilidade de estragar a coisa é muito maior, mesmo que eu não queira. E sempre, sempre, no melhor e no pior, eu sempre tive a certeza de que é agora ou não será mais, ou é ele ou nenhuma outra pessoa. Porque ninguém jamais vai conseguir me fazer feliz como ele me faz, e ninguém vai conseguir ser tão amável quanto ele. Hm.. no português amável não é a mesma coisa que lovable.. Ele tem características únicas que me fazem amá-lo. =>

E é por isso mesmo que eu me pergunto 'como'. E pensando nisso há tempo suficiente eu tenho um quase sem-número de pensamentos..

Eu li em algum lugar que 'é apropriado esperar amor, atenção e apoio do cônjuge. No entanto, até mesmo esse desejo pode não ser satisfeito.' Se uma pessoa casada, que convive consegue sentir carência, eu tenho todo o direito do mundo. Embora essa minha necessidade supere até a minha paciência para comigo mesma. E a distância torna tudo pior.
Mesmo que eu não sinta falta dele propriamente dito, eu me pego sentindo falta de um milhão de outras coisas de um relacionamento normal, mesmo não tendo tido um. De encontrar no final de semana, sexta depois da aula especialmente, pra um cinema, um jantar ou mesmo só pra ficar junto. De namorar, de estar junto sem intenção nenhuma, sem querer fazer nada. De surpresas, de agrados e tudo o que poderia ser.
E pelo fato dele não sentir essa necessidade, ele não pode corresponder a altura. Todas as vezes em que conversamos ele sempre me dizia que poderia tentar mudar, mas que seria algo falso, irreal, não viria dele próprio. E eu sempre desistia, porque eu queria que fosse algo que partisse dele. E acabei deixando pra lá, deixando de lado minhas próprias necessidades no relacionamento. O que eu ia fazer? Dar um ultimato? Eu achei que tinha sido bem clara quando eu disse que precisava sentí-lo presente ou meu amor iria diminuir.
Mas há muito mais coisas envolvidas nisso. Como a felicidade dele. Eu nem consigo mais lembrar quantas vezes eu falei que pra ele 'nada nunca estava bom'. Eu sei que ele tem muitos motivos pra reclamar e pra se sentir mal. Bem, uma coisa são os corvos sobrevoarem a sua cabeça, a outra é permitir que eles façam ninhos. Ele era mais feliz antes, e hoje não é. Seja porque a situação mudou, seja porque ele estava omitindo coisas. Não sei, eu acho que eu sempre fui bem sincera desde o começo, não achou que eu mudei dessa forma. E ele não sabe que 'se vc está feliz eu fico feliz, se vc está triste eu fico triste', ou não entende como funciona. DE sempre vê-lo ruim eu me sinto miserável, especialmente por não poder ajudar em mais nada. Ou porque as minhas tentativas de mostrar meu amor de diversas formas não surtem efeito, não o deixam mais feliz assim.
As coisas são assim faz tempo, mas desde que ele passou no vestibular, que eu me sinto na obrigação de não cobrar, não comentar. Pra não tornar a situação pior, pra não tornar as coisas mais difíceis pra ele, e especialmente, pra ver se ele consegue ficar mais feliz, ao menos um pouco.
Por causa disso, eu coloquei em segundo plano todas as minhas necessidades, todos os meus problemas, a carência, a solidão, a depressão. E enfrentei isso sozinha pra provar que eu também era forte, mas que sem esperança as coisas ficam muito mais difíceis.
E acabei, as vezes, perdendo a esperança, perdendo as forças. Perguntando a mim mesma se isso valia a pena, porque eu sentia que estava dando mais do que recebendo. Ou sentindo que eu não estava recebendo nada. (Quantas vezes eu cansei de insistir pra ele me escrever, ocasionalmente, um pouquinho que seja porque eu sinto falta de ouví-lo, de lê-lo e sinto falta ate da caligrafia que ele não gosta). Eu acabei não me sentindo mais especial, não mais a pessoa mais importante do mundo pra ele. Por relevar coisas demais, ao ponto de ir ficando irritada e chateada com pequenos detalhes. Até o ponto que a coisa estourou.
De tudo isso restaram apenas alguns posts de reclamações e desabafos não publicados no blog.
Porque eu acreditei sinceramente, que ele tivesse a capacidade de perceber quando tem alguma coisa errada. Que ele tivesse a força pra insistir, perguntar, e forçar de alguma forma a melhora da situação.
Mas como ele iria perceber, se pra ele, sempre está tudo bem?
E pelo fato de não me sentir especial, ele também passou a não ser tão especial. Claro que continuaria com todas as maravilhosas características deles. Mas os defeitos estavam prevalecendo e sendo irritantes. E eu estava até sem saber o que fazer.

Até o dia do aniversário. Que ele esqueceu e eu não consigo mais. Que ele tão pressionado emocionalmente por ele mesmo, reagiu de uma forma que me deixou sem ação. E sem ação, sem razão e sem motivo eu não pude chorar, ficar magoada e depois começar o processo de cura. Eu tive que enfiar goela abaixo, como um remédio amargo, e deixar pra lá, fingir que nunca tinha acontecido nada. Eu considerei hipnose..
Eu me tornei fria, mais amarga e realista. Se isso, que estava na lista de coisas que nunca iriam acontecer comigo, quer dizer que todas as outras também podem. É uma probabilidade, porque ninguem manda nos próprios sentimentos e não se sabe o que vai acontecer daqui anos.
E o pior é que a emenda saiu pior que o soneto. Tentando não prejudicá-lo ainda mais, a minha atitude pareceu indiferença. E ele nunca reclamou de nada, ainda não sei porque. Eu devo realmente parecer ser muto brava e arredia pra ele não insistir e ,se for o caso, discutir isso.
E se for pra não se sentir amada, que é o que conta, e pra correr o risco de um dia não ser amada, seja por aparência (como sempre esteve bem claro), por questões sexuais, emocionais ou mais alguma que eu não possa imaginar, é melhor eu não amar porque assim eu sofro menos.
Olhando assim até tem lógica.

Mas, como ele me abriu os olhos pra isso, também podia ser que fui amando menos pra diminuir o sofrimento. Porque esse relacionamento é doloroso e penoso demais as vezes. Então talvez até fosse bom diminuir de atroepelada-por-rolo-compressor para alguma coisa mais suave e delicada.

Não significa que o processo seja menos doloroso. Não significa que eu saiba exatamente o que e porque está acontecendo. Não significa que eu ache bom dizer 'eu não te amo como antigamente' ou 'eu te amo menos'. Não signifique que eu não tenha idéia de como é ouvir isso e se sentir culpado, ao mesmo tempo que eu digo e me sinto culpada.

Acho que isso do vestibular e mudança acentuou as questões que já existiam. E não é o fato dele não ter vindo morar aqui, porque eu sempre tive muito mais confiança nele do que ele mesmo, e com certeza, eu estranharia se ele não passasse agora.

é bom que ele tenha se sentimentalizado mais com essas mudanças na vida todas, talvez fique mais claro pra ele como as coisas não são simples e fáceis de se entender, ou de se obter uma resposta clara.

Mas, em contrapartida, depois de termos conversado (o que parece que foi a meses atrás e não nesse fds) as coisas parecem pouco diferentes e melhores. Não no fato dele estar mais animado, mais perceptivo ou mais correspondente ao que eu preciso.
Apesar de tudo, eu continuo tendo a certeza de gostar dele daquele jeito especial, embora as vezes eu fique tao magoada de não querer dizer 'te amo'.
Apesar de tudo, eu ainda planejo um futuro juntos e estou disposta a compartilhar a vida com ele. A esperar esses 4 anos.

Estou mais aliviada, ao ter exposto a situação, e tenho a confiança de que isso também vai passar. Porque nós queremos resolver isso. E como ele disse, o nós é e tem que ser mais importante que ele ou eu.

Pode ser que o amor não tenha diminuido, apesar da sensação de vazio. Pode ser apenas um alerta para o que está acontecendo.
Pode ser uma auto-proteção. Pode ser que a paixão tenha passado e ficado só o amor e eu não saiba. Pode ser que o sentimento tenha evoluído pra algo mais calmo e tranquilo, mais sereno, e portanto menos intenso e violento.
Pode ser bom. Pode ser ruim.
Mas por enquanto, eu ainda não sei.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Devia ter escrito no domingo, qnd eu me chava um lixo.
Ao menos teria feito menos mal.

Cansada
E sozinha. Muito sozinha.
Com um milhão de perguntas que eu não ouso responder..
Até quando? Someday..

E era pra ser a happy day..

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Primeiro eu pensei que era masoquista..
Por acaso mexendo nas minhas coisas eu abri um log, q não era meu, e que continha coisas que me machucaram muito. E eu fui lendo até achar a parte ruim.
E eu percebi que algumas feridas parece que nunca cicatrizam, vc só esquece que elas estão ali
Li o email enorme que eu lembrava de ter escrito sobre isso e fiquei curiosa pra lembrar a reação que isso gerou.

Eu fico muito egoísta, como eu acho que às vezes eu deveria mesmo ser, mas que só consigo ficar qnd estou bem irritada/chateada. Mas mesmo assim, eu percebi que depois eu acabo ficando muito complacente.

Em uma atitude inédita, resolvi (tentar) virar o jogo.
Então, 6 meses depois, vamos ver o que mudou.

[21:00] Ele> Ah sim, jah ouvi falar de programas ki gravam audio do msn... vo procurar dps pra vc
Ainda nada

[21:06] Ele> As vezes eu me pergunto como uma pessoa tao inteligente, tao esperta como vc, de vez em quando nao percebe nada do que está acontecendo em volta. Sinceramente.. perdi a paciência com vc ontem mas acho q vc nao tem a menor noçai disso.
As vezes eu ainda continuo pensando a msm coisa

[21:09] Eu> e vc esqueceu do tanto de sermao q eu ja levei? com vc me dizendo q eu quero sugar sua atençao pra mim?
Ele continua não entendendo meu déficit de atenção, embora tenha melhorado. Mas as vezes ainda fala aquela mesma coisa dos amigos dele e etc..

[21:11] Eu> eu faço surpresas, eu posso! vc nao =p
Ele fez uma surpresa. Não, não foi bem uma surpresa. Categoria de presente inesperado, seria melhor. Seria surpresa se ele não tivesse falado nada e me desse o presente sem eu saber. Aí seria uma surpresa.
Definitivamente ele não gosta de surpresa, nem de fazer muito menos receber.
Não fez nenhuma das coisas que eu imaginei, mas aí talvez seja pedir muito. Se eu contar e ele fizer, não tem graça. Ele que tem que ter as próprias idéias.
Ponto negativo: carta, com a mudança, com papel-caneta-selo-envelope e eu falando pra ele antes de ir pra me escrever e ele não me escreveu.

[21:13] Ele> o problema do assunto a genti jah num tinha discutido?
Deu uma melhorada, mas definitivamente há espaço pra melhora.

[21:21] Eu> dps sobre redaçao eu te dou umas aulinhas..
Eu dei. E acho que funcionou.

[21:25] Ele> primeiro kero ti deixar alegre
[21:25] Ele>dps feliz
[21:25] Ele>dps com T
[21:25] Ele>as duas primeiras saum alternaveis ;p

Acho que esse cronograma ele enfiou dentro da ultima gaveta..


[21:31] Eu> eu nao consegui falar com vc em nenhum dos dias q eu precisei
Não aconteceu mais.

[21:40] Ele>vo tentar perceber intaum, mais facil?
Não mudou nada. Ele é muito denso pra perceber alguma coisa.
Eu realmente queria que ele percebesse a quem sabe, adivinhasse, mas fazer o que né..

[21:51] Ele> desculpa ser um namorado taum relapso
[21:51] Ele> e num corresponder suas espectativas
Ele continua falando a msm coisa qnd acontece algum problema.

[22:03] Eu> lembra aquela ultima vez q eu falei q se eu nao procurar vc vc nao me procura de volta?
[22:03] Eu> eh isso, esse seu desinteresse te deixa distante de mim
[22:04] Ele> acho ki eh fruto do stress
[22:04] Eu> e isso tem uma tonelada de implicaçoes q eu tranquei bem longe pra ainda nao preocupar com isso
[22:04] Ele> eu vou tentar melhorar nisso tb
Não melhorou mas por sorte ainda não piorou.
Ele ficou mais estressado ainda. Eu tbm. É a vida. Só complica.

[22:05] Eu> eu sempre pareço animada msm estando na pior qnd converso com vc, o q eh um dos motivos q dificulta vc saber como eu tou
Não funciona mais. Me dá vontade de não falar mais com ele, pedir um tempo, sumir.
Facilitei, mas ele ainda tem problemas de percepção.

[22:10] Eu> pq qnd vc está fisicamente perto,eh td diferente e a gente num tem nem metade desses problemas tds
Não sei. Acho que agora tendo esses problemas a coisa vai ser pior no futuro.
Lembrar de não comprar nenhum vaso ou coisas quebr[aveis..

Ele> eu soh tenho ki pensar mais em vc, na parte boa
[22:11] Ele>ki acho ki resolvo isso

[22:13] Ele> maioria dos problemas , pelomenos pra mim, eh ki eu vivo tento a impressão ki vc sempre tah mal, e isso me afasta
[22:13] Eu> eh exatamente o contrario...
[22:13] Eu> vc q tah sempre mal, de mal humor
[22:13]Ele> tamo no verão?
[22:13] Eu> eh
[22:13] Eu> mas vc tbm tem mau humor no inverno

[22:13] Ele> eu to de mal humor desde akele primeiro dia ki conversamos sobre mangá,
...
[22:14] Ele> e num lembro quando começou o meu mal humor
[22:14] Ele> pq tinha menos xtress
...
[22:14] Ele> fikei amargurado

Agora não tem a desculpa de dizer que eu estou mal.
Estamos no inverno há 21 dias e ele tem mau humor.
E o stress só aumenta

[22:16]Eu> e eu me sinto mal pq eu nao vejo vc tao bem qnt antes
O mau humor dele agora me irrita e me consome.
Eu odeio pessoas mal-humoradas, mas quando o conheci ele não era assim, então não há nada que se possa fazer.
Me parece que nada está bom, nada o satisfaz. E eu nunca gostei de pessoas assim, que não conseguem ver nada de bom na situação.

[22:19] Eu> nao, vc passou de realista pra derrotista
Ele ficou pior do que antes.

[22:19] Ele> o vestibular
E ele passou, bem.

[22:23] Eu> msm pq qnd eu sugeri no final do ano passado pra vc nao ir ao AF e vir aqui vc quase teve um troço
Tudo que diz respeito a AF sempre foi algo complicado de falar, eu notei que era algo quase sagrado, mas por acaso do destino ele não foi.

[22:23] Ele> pq achei ki era mto cedo
Ele sempre acha td mto cedo. Dessa vez ele disse a mesma coisa.

[22:30] Ele> tenho ki dividir mais com vc os problemas?
[22:31] Eu> isso deixa vc mais perto
[22:31]Ele> sabe ki vai ate ser bom
[22:31] Eu> msm q eu fique tao irritada qnt vc, mas quem sabe a gente ateh ri junto das coisas um dia
Não sei se deixa mesmo mais perto. Ainda não tenho conclusões a respeito disso.
..estou esperando a parte do rir junto, pq a irritação eu já percebi.


[22:32] Ele> Ah é..tem os vídeos.
Melhorou pouco, mas é melhor que nada.


[22:39] Ele> agora vem a parte ki jah discutimos sobre minha iniciativa
[22:40] Ele> da facul e talz

Ele tomou iniciativa.

[22:46]Eu> ironia nao funciona com vc, eu nao uso mais
o mesmo

[22:48] Eu> e eu sempre deixo ultra claro ki num eh erro seu
[22:48] Eu> num adianta, a impressao q fica eh q eu tou fazendo td errado pq eu sou inexperiente
Num mudou nada...

[22:56]Ele> vc sabe ki eu num adivinho as coisas
As vezes devia. As vezes é preciso. As vezes eu peço demais.

[22:58]Ele> vai ki eu insisto e vc xtressa??
Não aprendeu que deveria, até resolver. É melhor uma tempestade e calmaria do que ficar chovendo a noite toda.

[22:59] Ele> mas ela ficava mais carinhosa na tpm
Acontece tanta coisa que eu não encontro espaço pra isso.
Não encontro alguém carinhoso pronto pra me acolher nessas horas.

[23:08] Ele> eh outra pessoa
Odeio a outra pessoa. Continuo odiando e vou odiar o resto da vida.

[23:10] Eu> alias, nao quero mais nem saber como os homens pensam, dps da amostra q eu tive ali eu fiquei com nojo disso
Piorou, graças a minha experiência de vida estou quase considerando Y uma falha do X, raça subdesenvolvida.

[23:15] Eu> eu odeio qnd vc nota pra outras mulheres
Ele não entende isso, nao entende a reação que causa em mim e não sabe o que fazer nem como agir. As feridas nessa área são as piores.

[23:34] Eu> eh como se eu vivesse a vida inteira num forte, e agora me largam no meio do campo minado
A vida? Tem piorado...

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

As coisas não foram tão turbulentas mas também não ficaram ainda calmas.
Ainda bem que eu usei um pouco do bom senso que ainda restou pra não sair dizendo tudo o que eu penso por aí, teria me arrependido.

As coisas entre nós podiam ter estado melhores, mas fazer o que.



Sinto falta das pessoas..por incrível que pareça. Mas não quero sair na rua. Esse ambiente estranho. Quero ficar trancadinha dentro do meu quarto (o que é quase impossível essa semana) e conversar com as pessoas só com a distância de uma tela de computador. Mas, cadê pessoas? E eu sempre tão falante fico muda, esperando as mensagens chegarem. Mas depois de meses bloqueadas quem é que se lembra de vc?

Liguei pra ele. Isso do cartão DDD pré-pago foi a melhor coisa. Usado na hora certa, rende, não é tão caro e não me dá crises de culpa (e evita broncas familiares). Quase acabando, peninha. Durou muito mais que eu imaginava. E não lembro de dinheiro tão bem gasto assim.
Aos poucos, com ou sem a nossa crença e percepção, as coisas vão se ajeitando. Eu sei, eu sei, não é apenas uma simples coincidência.

Tá tarde. Vou dormir.
Ao menos vou deitar pq dormir agora sei que não vou.

Ps: postei em 5 minutos. milagre...

domingo, 30 de julho de 2006

E o amanhã nunca veio =/

Eu só não digo q a vida não pode ficar pior pq eu sei q pode. E se falar dá mau agouro.
Então.
Vamos fazer um resumo do meu pesar.

Primeiro eu fiquei triste <-> feliz pq ele passou. Triste pq tava tudo pronto e mais que resolvido pra ele vir pra cá. Isso talvez não resolvesse a vida dele como ele queria, mas acabava com a minha penúria.
E ele nem demonstrou a felicidade toda que a ocasião merececia, desbalanceando a reação pro lado triste.
E logicamente, ele saiu pra comemorar com os amigos.
E eu tenho certeza, absoluta, de que ele nunca vai entender a minha tristeza por isso. Eu queria estar lá. E só de pensar nisso de novo é agonizante.
E veio o martírio de decidir se vai, se fica, como vai. Isso me fez passar num intervalo enorme de sentimentos indo desde a colera até o mais recentemente adquirido pesar. Às vezes me parece que ele não consegue pensar.
E logicamente, o destino ataca novamente. Por fim ele decidiu e conseguiu ir, mas, tinha que ser num domingo?
Meu único alívio foi não mostrar isso tudo pra ele. Não é justo. Ele já tem seus próprios medos e preocupações suficientes.
Mesmo se ele souber, não vai entender. E justamente por isso eu corro o risco de ser classificada como egoísta.
Ainda restaram muitos sentimentos dolorosos. Coisas q eu não quero comentar pra não gerar situações ainda piores.
E as coisas continuam horríveis

terça-feira, 18 de julho de 2006

Por acaso, resolvi passear na internet. O resultado saiu mais cedo.
Ele passou. Em 1o. do curso. Não tem mais o que dizer.
Ele reage de maneira estranha.

Eu não sei mais o que pensar.
Minha opinião está mais do que tomada: ele tem que ir de qq maneira, custe o que custar. E dps dá-se um jeito pra tudo.
Mas ele não pensa assim.. eu não sei o que ele pensa, eu não sei o que ele sente e não vou tentar entender.

Talvez se o porre fosse bem grande ...
acho q eu deveria me embriagar tbm..

As perguntas e o resto ficam pramanhã.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

hm
E passaram grande parte das coisas.
As esperanças foram praticamente todas embora. A viagem não foi tão proveitosa assim.
Como diria Shakespeare na peça, muito barulho por nada.
E passou a AF tbm e a minha vontade de ir, tirar férias e esquecer o mundo, não embarcou nesse mesmo trem.
Eu ainda tento hipocritamente justificar uma escolha (forçada) com as filas enormes e os problemas de SP. Eu sempre soube que não ir era o melhor a fazer, mas não quer dizer que eu não queria.

O piquenique no parque não foi desastroso. Mas bem diferente do que eu pensava.
As pessoas mudaram muito, e eu não pude acompanhá-las.. fiquei perdida no tempo. Como uma pessoa que acorda 5 anos depois do coma e estranha tudo. Mas não é por isso que a vida das pessoas para. É uma pena.
Nada em especial pra comentar sobre o fds.. então próximo.

Fiquei em casa, no que está se tornando ser o de sempre. Tentando me concentrar, mas não muito pra me entediar, e escrever a tese, de acordo com tudo o que me propus. Ás vezes é mais difícil do que parece.

E quando passei no banco pra sacar, quem o destino enfia no caminho? Aquele garoto, que mora 3 ruas dps da minha casa, que eu gostei por tanto tempo. O resto da história é previsível. Eu não o encontrava pessoalmente desde o dia que eu levei o fora. E não falava com ele desde agosto do ano passado, em q minha irmã pediu pra convidá-lo. O q eu fiz pelo telefone, rezando pra ele não ir. Dessa vez deu certo.
Ele insistiu pra me dar carona até a academia, ok , pela amizade q foi longa e em uma época importante, eu resolvi aceitar. Próxima vez eu escuto minha consciência, mas é que ela falou tçao baixinho..
Quando eu tava pra descer ele falou que tinhamos q conversar, botar a conversa em dia e essas palhaçadas. E falou que tinha algo importante. Perguntei se era casamento e ele falou q só ia casar em 2014. Whatever, nem aí. E falou que antes disso nós tinhamos que ter a nossa tórrida paixão de 3 semanas. Eu acho que fiquei branco transparente. Mas saí dizendo que meu namorado, ou melhor, futuro noivo não iria permitir. Ele ainda teve a cara de pau de perguntar se eu ia contar. Claro q eu ia.

Agora... quem esse cara pensa que eu sou? Só pq nós fomos amiguinhos uma vez na vida ele acha que pode me sacanear desse jeito? Ou será que ele não acha que eu sofri o suficiente? Talvez ficar vários anos gostando de uma pessoa, pra quando finalmente tomar coragem pra falar e se livrar da sensação, levar um fora espetacular e ainda ganhar uma bronca pq ele se acha no poder de dizer que ele tinha o direito de saber e estava arrasado com isso, seja pouco mesmo.
Foi muita sacanagem. Com sorte, a próxima vez q eu encontrar com ele deve ser daqui uns 4 anos. Até lá eu quero que ele morra.
A ferida ainda não cicatrizou, mas eu só percebi a hora que eu tirei o curativo.
As coisas mudaram muito pra mim.

Mas agora eu queria estar com meu amor. Queria colo. Queria esquecer o passado. Queria estar junto, pra ter certeza de que a dor é passageira, e em algum ponto nós vamos poder sermos felizes juntos.. Mas não dá..
And all this loneliness makes me cry all night long...


4 Non Blondes - What´s Up
25 years and my life is still
I'm trying to get up that great big hill of hope
For a destination
I realized quickly when I knew I should
that the world was made up of
this brotherhood of man

for whatever that means
And so
I cry

sometimes when I'm lying in bed
Just to get it all out what's in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning and I step outside
And I take a deep breath
And I get real high
And I scream from the top of my lungs
What's goin'on
And I say, hey
I say hey, what's going on?
And I say, hey
I say hey,
what's going on?

And I try, oh my
God do I try

I try all the time in this institution
And I pray, oh my God do I pray
I pray every single day
for a revolution

And so I cry sometimes when I'm lying in bed
Just to get it all out what's in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning and I step outside
And I take a deep breath
Then I get real high
And I scream from the top of my lungs what's goin' on
And I say, hey
say hey, what's going on?

And I say, hey
I say hey, what's going on

...25 years and my life is still
I'm trying to get up that
great big hill of hope

For a destination.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Vendo o blog hj lembrei que ele não vai comentar mais. Por causa de pessoas e identidade etc etc.
Ok, mas. Precisa por o nome verdadeiro? Só pq o blogger fica logado? hm, como ele mesmo diz .. vai entender.
Tá. Não vou criar caso por isso.
É uma via de mão única. Ele fica sabendo muito sobre mim e eu nada sobre ele.

Hoje não foi dos meus melhores dias.
Acordei cedo pra levar o carro com meu pai pra oficina. Ao menos ele veio me deixar em casa antes de ir trabalhar. Mas eu tou tentando ser muito boazinha pq eu vou acabar pedindo favores dps.
Cheguei em casa mas só fui sentar no pc lá pras 10. Mas trabalhei até as13, onde deu. Ouvi rádio no pc hj, e tudo ficou mais fácil, especialmente pq passaram muitas músicas que eu gosto.
Mas tem que ter uma pedra no caminho, senão não tinha poema, não é mesmo?
Preciso de um softer q deveria estar instalado no meu pc. Não estava. Fui instalar e sem querer não percebi que era a versão pra testes. Tive que instalar online (melhor q baixar 289mb de instalador) demorei umas boas horas.
Enquanto isso eu decidi almoçar e ver tv. Peguei a reprise de Scrubs de ontem. (Essa é a vantagem de trabalhar em casa...reprises do horário nobre da Sony no almoço..^^) E depois não tinha nada bom pra ver. E o instalador ainda instalando online... Aí começou um filme na HBO - o negociador, eu acho, nao vi o nome. Com o Samuel L. Jackson. Mto bom o filme. E com o fim do filme o softer instalou e eu fui usar...
E qual q minha surpresa ao ver que nada funcionava? Trava o pc, acaba com a memória, 100% de uso de cpu o tempo inteiro e não cospe nada de resultado. Depois de perder a paciência, vi que eu baixei a versão de teste nova. Mais uma década pra desinstalar e o pc ficou bonzinho de novo.
Fui na página pegar a versão velah e quem disse que abre? Esse povo faz isso direto, a pagina deles fica fora do ar por dias até. Mas o meu trabalho depende disso!
Passei o resto do tempo procurando soluções, paliativos e lendo, lendo muito. Pra tentar calcular mais ou menos com a minha cabeça o que o softer ia fazer em segundos pra mim. Droga.
Ao menos, amanhã como tenho que ir pro seminário, eu pego uma cópia da versão antiga se a página não voltar ao ar.
Dei uma organizada nas coisas do meu quarto, superficialmente, e só na mesa de trabalho e áreas fora do meu armário. Tenho muito o que fazer, mas ao menos estarei ocupada e tenho idéia do caminho a fazer, então é bom. Só queria terminar logo.
Na lista de email dos meus 'amigos' (pq só assim pra gente se falar) deram a idéia de um piquenique sábado no parque. Adorei, faz tempo q não vejo essas pessoas (desde março..) e eles são divertidos de se passar um tempinho. Das meninas eu até tenho saudade, mas não gosto de me envolver mto. Sei q não adianta, dá brigas e desfaz qq amizade. Vou, pra não estressar com a tese nem com nada. 14h, fico até umas 18 e volto.
Enquanto isso ele fica no PS, fazendo o que ele gosta sem cismar que eu sou implicante.
Não achei a idéia 100%, pq ele vai estar sozinho o tempo que eu estiver fora, pq ele não vai conseguir dormir até tão tarde. Mas eu volto cedo. E aí então a gente se ajuda de alguma forma.
Pq eu acho q o resultado do vestibular só sai mesmo dia 19 e eu queria que saísse antes..
Minha mãe perguntou sobre ele, se tá tudo bem. E agorinha de noite falou pra eu não fazer mutias perguntas pq pode parecer cobrança. Mas hj eu já tinha decidido q não ia ligar pra ele.
Num é isso, eu só queria saber o que está acontecendo. E ver se eu fico menos ansiosa também.
Acho que ela já percebeu a mudança no meu humor faz tempo.

Engraçado.
É um pouco de uma nova fase. Em que a gente começa a ter idéias de coisas boas que podem acontecer. Esperança..

E finalmente, depois de muitos e muitos meses saiu um capítulo de Tsumi ni nureta futari.
Infelizmente eu não aguentei a demora e li os scripts antes, décadas atrás, e nem lembrava em q pé estavam as coisas no manga. Mas, dps de tanto tempo lançar 20 pags é sacanagem. Msm pq eles tem td praticamente traduzido q pegaram do site da menina, q eu sei e eles confirmam. E o Kazuki morreu. Sei lá, pra ele foi bom. Ele era bom demais pra ficar sofrendo o manga inteiro. O resot do povo ao menos sofre com justificativa..
Eu sempre adorei ler dramas. E agora que a minha vida tem um eu não acho graça na história.
Hm..

terça-feira, 11 de julho de 2006

Ah, e ainda é só terça-feira...

Ficarei em casa enquanto for possível. Refazendo e arrumando meu trabalho de ontem. E escrevendo o artigo, a tese tem que sair.
Infelizmente eu senti falta dele profissionalmente falando.
Não quero dizer que odeio mas mexer com imagens é um problema. A inexperiência aliada a falta de um programa decente torna tudo complicado.
Demorei um tempão pra resolver meu problema, que descobri que vinha da perda de qualidade de .png pra .jpg. Pensei em passar pra pdf mas achei um conversor bom e... menos um problema daqui pra frente.
Depois do almoço fui tirar meia horinha de descanso. E no horário de almoço o Sony reprise as séries do horário nobre do dia anterior. Aí eu vi medium, que tava começando, até as 14h. E depois vi outra coisa, e deu a hora de Friends. Mas nesse tempo eu fiquei com sono. E fui dormir. Acordei quase de noite, sem ter terminado as coisas.
E a profa me liga mandando olhar o email. Eu pronta pra dar explicações. Mas ela disse só pra olhar o email.
Resultados da tese de doutorados prontos para serem trabalhados.. tenho que defender em janeiro e começar o doutorado em março. Bom, vou morrer de trabalhar nesses 6 meses que faltam. Mas, ano que vem minha bolsa aumenta. Menos um ano no mestrado e menos um tempo no doutorado..mercado de trabalho mais rápido. Dinheiro entrando mais depressa. Ao menos eu vejo assim. Deus me faz andar pra frente a pontapés mesmo..
Liguei pra ele e a voz dele estava melhor. Ele estava feliz, ou ao menos parecia. Ontem, parecia até que ele não podia falar.
Mas, eu imaginei que fosse acontecer o que houve. Provavelmente o amigo não deu as informações muito certas e a coisa não era bem assim como se esperava. Não tem emprego garantido, nem essa possibilidade. Ele disse que vai ver sobre Rio Verde amanhã. Não gosto nem um pouco da idéia, morar com família costuma ser bastante complicado, e ele não vai arrumar emprego na área fácil - vai ter que trabalhar sei lá no quê pra poder se manter. Minha preocupação é ele começar algo e ter que parar no meio. E a passagem deve ser cara, além dos horários serem ruins. Se ele sair do serviço as 18, ele nao chega na faculdade as 19 pra aula, com 50km de distância entre as cidades. E pra voltar as 23h, tem como?
Veremos.
Estou sem sono, vou deitar e ficar rolando a noite toda na cama.
Pior é o medo que eu tenho de imaginar o que eu vou pensar..

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Conversamos sexta. Muito
E sábado.
E domingo.
E nunca é suficiente.
Liguei pra ele a noite, sabendo que ele não ia aparecer, com voz de quem enrolou o domingo todo sem fazer nada pq a única coisa boa a se fazer não estava disponível. E quase, quase me debulhando em lágrimas. Ainda mais pelo q aconteceu no sábado.
Sábado tivemos um pequeno desentendimento, se é que eu posso chamar assim. Eu sei que eu sou uma pessoa muito difícil de lidar. Especialmente pq qnd é a minha hora, eu quero atenção única e exclusiva pra mim. E eu que não consigo escrever nada, acabo por fazer mais errado do que certo.

Mas às vezes também acontecem coisas boas pra gente.
Ele apareceu e ficamos até 1h da manhã. Dsl, conexão muito boa...

Uma pena que na segunda eu fiquei sem saber o que fazer da vida.
Espero que ele não se sinta assim quando eu viaje, é no mínimo estranho. Como se faltasse alguma coisa.
Tinha um relatório pra fazer, e acabei ficando em casa para fazê-lo. E nisso sinto mais ainda a ausência dele.
Entrei no mirc, msn, pra ver se com alguma conversa eu levava o dia mais tranquilamente. Não adiantou muito.

Minha mãe veio perguntar se eu não queria chamá-lo de novo pra viajar com a família. E eu acabei contando tudo o que está acontecendo com ele.
Mas miséria pouca é bobagem. E a idéia que ela deu seria ótima, se puder ser mesmo realizada.
Falou pra ele vir aqui em casa, como nos nossos antigos planos, mas falou pra ele ficar aqui em casa. Durante um tempo. (Tempo é uma coisa mto indefinida pra mim) Lógico que a primeira coisa que eu fiz foi forçar um sorriso falso. É a última coisa que meu pai iria achar bom. E ela me disse que quando eles vieram pra Brasília foi a mesma coisa. (A tática de retribuição de favor e propagação da bondade é boa..) Aí eu disse que eles já eram casados quando vieram. Minha mãe disse que casamento não é problema nenhum. Ela disse que conhece o padre (da igreja lá da chácara, eles são foliões da festa do divino e ajudam sempre etc), que tem a igreja, era só dar um almoço e pronto, que comprava um sofá-cama pros pais dele dormirem no quarto de cima, que o vestido tem o dela mas se não quiser a gente compra um rapidinho. E pronto. Tão simples.
Eu fiquei estarrecida. Eu nunca tinha pensado nessa hipótese. Vai ver que as minhas idéias insanas são mesmo por parte de mãe e ela é pior que eu. Tudo bem que ela não falou nada sobre onde morar e etc. Mas eu fiquei abismada com alguém conseguir sonhar tão alto assim.
Claro que eu acho a idéia exagerada. Mas a parte dele ficar aqui um tempo, arrumar emprego e ficar definitivamente é algo tentadoramente bom de se acreditar. Porém, extremamente dolorosa. Não deixa de ser uma possibilidade, a probabilidade real dea acontecer eu não sei, mas que existe, existe. Embora, pra isso, ele tenha que adiar a faculdade. Até a hora que der.
Pra mim, ele mudando pra cá fica tudo mais fácil. Mas será que pra ele é assim?
Ele não me deu nenhuma notícia sobre coxim. E eu estive tentando não ficar ansiosa.
Lembrei de um convite de última hora, encontrar velhos conhecidos numa pizzaria. Embora já tivesse jantado, fui. Era uma boa oportunidade pra tentar esquecer todas as coisas, pra usar pessoas para tirarem foto de mim, e por ter jantado, eu não ia querer comer nada. Querer eu até quis, mas o preço e a consciência pesaram mais. Definitivamente é um lugar que tenho que levá-lo. Superando a longa fila de espera e indo com gente suficiente pra aproveitar, a massa da pizza é fininha e o lugar é legalzinho, embora esteja sempre cheio. E vou chamar a mayumi e o gil pra irem conosco pra ela dividir com ela a pizza de rúcula com tomate seco. Não sabia que as pessoas gostavam disso. Aliás, é uma ótima idéia chamar os meus outros amigos pra conhecê-lo, por enquanto ele é só um fantasma pra eles =p
E logicamente usei a peça de roupa nova que eu comprei pra mim mas pensando nele. Ficou ótima. Quando eu estava pra sair minha mãe até perguntou se eu tinha posto silicone. O que uma roupa justa não faz...

Mas quando voltei em casa as coisas voltaram. E o desânimo aliado ao nervosismo faz uma péssima combinação.

Lacrimosa - Mozart

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Ontem eu queria morrer..pelos mesmos motivos de sempre
A única coisa que posso fazer é rezar. Mas acho que não estou me esforçando o suficiente...
hoje estive melhor.
Chegou um aluno de Cuiabá que pretende fazer mestrado lá conosco. Está experimentando esse mês, aprendendo e conhecendo. Ele conhece bem pouco na área, mas é muito esforçado. Quem sabe ele fica.
Passei o dia com ele fazendo e ensinando experimentos. Conversei muito. Ele é bem simpático e eu adoro conversar mesmo, então. Engraçado que quando ele chegou, primeiro eu achei que ele era português, depois gaúcho, aí eu não sabia mais de onde ele era. Mas que sotaquezinho mais estranho. Fiquei de babysitter, ensinando =p Mas é bom, eu acho que é obrigação minha fazer o mesmo, pois quando eu cheguei tbm tiveram que me ensinar. E eu queria ser uma professora melhor do que foram pra mim. Além de, se o menino passar na prova e ficar, fazer amizade, porque não? É sempre bom manter um ambiente de trabalho agradável.
Ele disse que estranhou o povo de Brasília. Muito fechado. Falou que só eu não sou assim.
Então meu dia foi bem agitado, pela rotina experimentalista que eu até sinto falta, mas que as vezes supera a minha paciência. Acho que o problema é por eu ter que ficar planejando tudo pra sair no horário junto com meu pai. Ou porque não dá certo..não sei ao certo o que me desgosta das coisas
Mas assim, fazendo junto, aliás ele fazendo e eu supervisionando e fazendo às vezes, foi bom. Nem perdi a paciência com as insistências chatas da Rozeni, mas que no fim das contas estavam certas. Nem perdia a paciência com um pHmêtro demoníaco que arrumaram. O nosso lindo e novo, veio quebrado, perdeu a garantia e agora só Deus sabe.
Uma pena que meu pai esquece de me avisar as coisas. Infelizmente, eu não queria fazer o experimento de hoje hoje. Porque chegamos cedo, eu as 7:30, ele as 8 mas só conseguimos começar a fazer as coisas, devido a diversos contratempos, à tarde. E é um procedimento demorado, e como saio de carona, se eu não estiver pronta as 17 meu api estressa.
E hoje sem nem me avisar ele me falou as 16 que queria ir embora. Pedi 10min e demorei 30 horas mas tudo bem. Tem muitas coisas em que meu pai não cede e deveria, e muitas coisas que ele não entende. Mas é normal, fazer o quê.
Adormeci, escondida do frio nos meus cobertores, enquanto meus pais foram visitar uma loja de decoração/construção. Vi jornal, mas nem sei o que passou de notícia. O último capítulo da novela, que foi um lixo e estou só esperando pra ver se ele aparece.
Deixei recado, e como não recebi resposta negativa...
Sexta-feira tive que ficar em casa, senão não iria viajar. De manhã eu ainda fui lavar as roupas que eu queria levar pra viagem. Depois de dois dias trabalhando, ou ao menos tentando, intensamente, a minha cabeça havia ficado um pouco afastada das coisas.
E mesmo querendo aparecer online eu consegui passar o dia inteiro me impedindo disso. Porque essa viagem ia ser mais curta que a outra, não ia ser tanto tempo longe, e eu queria que ele ficasse sentindo saudade. É bom porque ele passa o fds livre pra fazer o q ele tiver a fim, porque quebra a rotina. Eu sei que não dá pra comparar o que eu sinto e faço com ele, mas não tem jeito. Eu não consigo entender o que ele sente e como ele sente saudade. Eu chego às vezes até pensar que ele não sente saudade, daquele tipo doloroso , do radical latino (de latim) donde a palavra intraduzível se originou, do fado. Isso é bem diferente de sentir falta – do gélido ‘miss you’ dos ingleses, que muitos acham que é saudade, e não é. Saudade e sentir falta são coisas muito diferentes, vide wiki. E fico achando que ele só sente falta, saudade mesmo, quase nunca. E é nessas horas que eu faço coisas como bloqueá-lo do msn.
Eu sei que eu não tou certa e não é bem assim. Mas é uma impressão que eu tenho. E são quase 2 anos com a mesma impressão, então ...
Que ele sinta falta, muita falta, pra que, quando eu voltar ele me diga que está morrendo de saudades. Pra eu acreditar nisso, e de alguma forma, ter forças pra suportar essa situação e todas as outras coisas que estão por vir.
No último minuto, eu mudei de idéia. Não era justo eu sair sem me despedir, mesmo quando ele está num momento ruim e depois eu acabe ficando louca também. Fui correndo até o pc mas a internet estava fora do ar. Saco.
Eu odeio admitir mas ... isso acaba comigo. Muito sofrimento amargura as pessoas. E outro dia estava pela zilionésima vez lendo o blog dele quando ele falou que queria ser único insubstituível e a conseqüência disso é que eu me tornasse totalmente dependente dele. A culpa então, não é minha, pq, egoísta como eu sou não tem como admitir isso. Porque eu não quero nem pensar em como vai ser a vida daqui pra frente, nem em como relacionamentos são complicados demais.
Mas fui, levemente enjoada, levemente ansiosa e um pouquinho apreensiva. Seja lá o que tiver de ser.

A viagem em si foi tranqüila. Menos horas de viagem que pra caxambu. As paradas foram muito boas, apesar de caras, como todas elas. E o mais legal é que tinha muita gente que não dormia em viagens também. Conversei muito, com muitas pessoas, e aos poucos me enturmando, já que a maioria dos alunos era da bioquímica. Graças a deus, esse ano, nenhum dos chatos da biologia molecular foi, só 28 alunos, sobraram muitas vagas. Faltou dinheiro e portanto, o ônibus nem era tão bom assim. A paisagem era bonitinha, mas cheia de neblina. Em Pirassununga, de manhã na parada pro café até saía fumacinha pela boca. Coisa que o povo de Brasília num via faz tempo. No caminho o motorista se perdeu, por volta de Mogi-mirim, já em São Paulo. Mas a nossa preocupação era chegar cedo, pra achar o hotel, almoçar e achar onde ver o jogo do Brasil.
Como ficaram 25 pessoas em um mesmo hotel, fizemos o motorista nos deixar lá. Ainda bem, pq a caminhada com malas ia ser dura, não pro ser longa mas por ser extremamente íngreme e cheia de escadarias. Mas era uma cidade bonitinha. Dá até pra tirar umas fotos e dizer que é da Europa. O hotel, meu quarto, foi muito bom. E pensando bem, pra pensão completa, foi bem barato. Era um duplo que foi adaptado pra triplo, mas tudo bem.
Fomos sair pra almoçar, procurando um lugar que estivesse aberto (dia de jogo..) e que aceitasse cartão e fosse barato. No hotel, o almoço custava só 22 reais... imagina. Comemos num lugarzinho que num era lá essas coisas, mas ao preço de 12,50 com sobremesa foi a melhor opção que encontramos. Aí fomos pro hotel do congresso, numa subida de ladeira e numa subida de mais de 7 andares de rampa curva que chega me deixou tonta... Eu fiquei chateada, pq pra variar, a grazi faz as coisas do jeito dela e que o mundo se dane. Eu queria ter voltado ao hotel pra pegar meu pôster, pq ele precisava ser afixado de 14-17 e num ia fazer isso na hora do jogo pq nem tinha como. Eu queria fazer isso pra não ter que ir duas vezes pro hotel, pq era muito íngreme e nesse ritmo meu joelho não ia agüentar até o fim do congresso. Mas, como o Luciano, que trabalhou com ela é bom demais, fizemos do jeito dela, e pq eu não sabia chegar ao hotel direito tive que ir com eles. Ao menos, quando chegamos lá vi que o Luciano tinha que afixar o pôster dele também, eu ao menos não iria sozinha. Tentamos um caminho diferente, que circundava o parque ao invés de passar por dentro dele, melhor que o caminho indo pela rua principal da cidade, que tinha um ladeirão e a subida de 7 andares de rampa. Indo pelo parque, saíamos no último andar, na parte alta do hotel e evitávamos 3 ladeiras, sobrando apenas 1, e evitando subir os 7 andares de rampa, ao menos no primeiro dia. Voltamos direto pro hotel. E quando cheguei, encontrei a minha professora, que enfrentou as ladeironas de malas e notebook pesado e tava com problemas na recepção pq a atendente (q descobrimos dps ser uma anta) não achava a reserva dela e o número do nosso quarto.
Eu não queria ver jogo do Brasil nenhum, tava sem dormir, ia apresentar e passar a noite de pé e queria descansar, dormir. Mas o pessoal ficou falando tanto que eu vi o primeiro tempo. Pela cara, iria pros pênaltis e eu subi pro quarto, não ia dormir, mas ao menos descansar um pouco. Liguei a tv quando ouvi a barulheira pra ver q a França fez gol e fui ouvindo o segundo tempo. Aí o Brasil perdeu e td mundo ficou emburrado. Conversamos um pouco, tomamos banho e sentimos frio.
E eu que queria ir de terninho... por sorte, me deram a ideia de colocar a calça de ginastica por baixo da calça social. Com 2 blusas, uma de lã, e o blazer e cachecol, não ia fazer tanto frio. Jantamos bem, e saímos pra apresentação. Não tenho paciência pra isso. Da outra vez fiquei 3horas plantadas e nenhuma alma viva se interessou pelo meu trabalho. Não ia fazer isso esse ano de novo. Passei, subi e passei umas meia-horas sentadas na lanchonete no andar de cima às vezes. Aparecerem pessoas pra ver meu trabalho, ao contrário do que eu esperava, mas eu não me arrependo não, tou nem aí pra isso. Aliás, meu trabalho foi colocado na seção errada, mas graças a isso eu não estava perto da professora, o que me deu mais liberdade. O ruim é que a seção de trabalhos foi realizada em um andar do estacionamento do hotel, ficou feinho, mas pelo menos não passamos frio como das outras vezes. No final, um garoto veio me fazer uma pergunta sobre o meu trabalho. Mas não foi sobre isso, ele queria uma resposta que era só ele ter procurado na internet. Eu não sou livro nem enciclopédia...garoto doido. Td mundo achou engraçado, e ele veio no ônibus com a gente. Aliás, ele tinha cara de bobão.
Depois, a profa falou que o Bloch, pesquisador, tinha vindo e que ele tocava violão. Ia ser legal fazermos uma reuniãozinha com ele. Mas descemos os andares todos da rampa e nada dele, descansamos no hiper-megal hall do hotel pq estávamos todos mortos. Conversamos uma bobagem leve, falamos sobre pessoas e sobre relacionamentos.
E a profa falou q dps de um tempo, os relacionamentos maduros não tem mas briga, desentendimento. Hm..tomara. E tbm que o fato do homem brincar qnd uma mulher tem chilique,briga,reclama é saudável e ameniza. Talvez seja verdade. Talvez.
Fomos embora pro nosso hotel, mais pobrinho =p Aliás, o hotel do congresso é o maior que eu já vi – tem um túnel suspenso interligando um prédio as quadras de lazer. Capacidade pra 6500 congressistas e 700 hospedes. Só vendo...o hotel é praticamente uma cidade.
No nosso hotel, o pessoal foi jogar pingue-pongue e eu só vendo. Dps q liberaram a sinuca, mudaram pra lá e eu só vendo tbm, semi-zumbi. Dps decidi dormir, as quase 2hs. Mas isso de ficar fazendo coisas pra criar uma imagem pras pessoas é um saco. Eu devia ter ido dormir no jogo, e dormir logo dps qnd chegamos.
E assim foi o sábado, q eu nem sabia mais que era sábado ou que dia era.

Dia seguinte, eu acordei as 7horas, mas tava sem paciência pra ir pro congresso e decidi não levantar de propósito. Que congresso nada, eu ia aproveitar pra fazer o mínimo possível de coisas chatas e entediantes. Acordei de novo as 10:40 e decidi ficar, não ia pro congresso pra voltar 12hs, ainda tava com uma super dor de cabeça . E avisei a grazi e o cristiano q eles tinham q colar o painel deles antes das 12hs. Hm, pessoas q não lêem manuais e regulamentos nunca sabem de nada. Fomos almoçar, e o almoço foi bem melhor do que o jantar. E depois fomos pro congresso, eu li umas coisas, marquei minha presença. Pq eu lembrei q tinha alguém dizendo q sem isso num tinha recebimento de auxilio financeiro depois.. E depositei os cupons pra concorrer as coisas. Fiquei basicamente nos andares mais de cima. E voltamos pro hotel pra jantar. E dps pro congresso pra ver a apresentação da grazi e do Cris, dei uma votla pra ver os q no q as pessoas andam trabalhando. Mas num tava a fim de ficar de novo 3hs a toa, e em pé. :Ontem tinha passado a noite de sapato social e ainda estava com o calcanhar doendo, e hj msm de tênis não ia agüentar isso de novo. Se a profa fosse voltar pro hotel como ela disse eu iria com ela. Mas decidi ir procurar o Bloch, q tava hospedado no hotel do congresso e tava no quarto. Pra isso tive que descer tuudo até a recepção e subir tuudo de novo. Uma hora e pouco dps descemos e ele estava no hall. Mas o q eu achei que ia ser uma recepção simples se transformou num show, inclusive com patrocinadores. Ele estava com violão eletroacústico, amplificador, microfone Madonna. E com pose de artista e dando show. As 22:40 eu e a profa decidimos ir embora, pq tava mto showzinho. Ele tava tocando mpb e o pessoal dos standes das empresas expositoras de materiais científicos trouxeram whisky, gelo e virou um evento social aquilo. Os outros tinham acabado de descer da sessão de trabalhos e iam ficar, a gente decidiu ir embora e o prof de minas foi com a gente, já q ele tava la na sala com a gente vendo o show a um tempinho. E já tinha tomado um copo de whisky e tava alegrinho. Na esquina, vimos um barzinho animado, com mtos jovens e gente dançando no andar de cima. Começou a tocar mpb e fomos lá ouvir,a profa decidiu tomar uma cerveja com o prof e falou preu ficar com ela senão ele ia encher e dps íamos embora. Acabei aceitando pq ela viu q eu queria ir embora. Acabou a mpb em 2 musicas e começou a sertaneja. Daquelas antigas que mta gente ouviu e quase td mundo sabe a letra pq gruda na cabeça. Não gosto de ouvir, mas essas eu ouvia, sabia ainda algumas letras. E como eu gosto mto de música, pra mim tava bom, sentada no barzinho ouvindo musica, cantando junto, e eu num tava nem aí se era sertaneja. Não é meu tipo de música preferido, mas é legal lembrar dessas coisas antigas. A profa até dançou com o prof, e foi engraçadinho ver isso. Homem velho tem vergonha de dançar, mas ele num ia resistir né. =p
E nessa hora eu fiquei pensando como pode ser triste, a nossa diferença. Pra mim, sentar num barzinho e ouvir musica ao vivo é legal, seja mpb ou mesmo sertaneja. E eu sei q isso não é a cara dele. Eu ia me divertir enquanto ele ia morrer de ódio. Nossos programas não combinam muito. Ele prefere cinema, eu prefiro em casa. Ele gosta muito de filme, eu gosto pouco. Eu gosto de dançar e ele nada. Eu curto ir a uma boate, uma balada de vez em quando, quando tenho ânimo e pique e compania festeira, ele, nem sei. Eu não gosto de animes e manga tanto quanto, ele adora. Eu não tenho mais paciência pra convenções e passei da fase, ele nem começou a curtí-la. Eu não tenho paciência pra ficar muito tempo no pc, ele adora. Eu gosto de jantar, ele quase sempre prefere pizza. Eu amo karaokê, ele odeia. Eu pago mico até de bom grado, ele se esconde das pessoas. Pensar nisso é muito triste. Um sempre vai ter que ceder, e isso com o tempo cansa. Imaginar uma vida vivendo desse jeito, em que a maioria das coisas pra se fazer em tempo livre, diversões, são divergentes é desanimador. E não ter coisas que possamos nos divertir fazendo juntos é uma constatação muito deprimente...
Depois q o cara saiu pra buscar outro copo (cerveja vendida em copos de plástico =p, nada de garrafas) a profa acabou conversando comigo e o assunto foi meu namorado. Como era, quanto tempo a gente ficava sem se ver, o que eu sentia. Essas coisinhas normais, me deixou um pouco melancólica, especialmente depois da ultima constatação recente. E ela me falou que dava pra perceber o quanto eu gostava dele, e achou muito bonito. Os caras que estavam tocando foram fazer um intervalo, o povo (da cidade e os congressistas, maioria de minas) ficou irado. Pouco depois um menino arrumou um violão e falou q ia tocar pra num deixar o povo parado, mas aí falaram q ele podia usar o equipamento do bar, e foram 2 tocar lá. Foi engraçado, até sabiam tocar mas não cantavam mto, não tavam mto acostumados com o microfone, a voz saia baixinha. Estava bem frio, 10° e se o pessoal parasse eles iam sentir o frio. Os profs pediram uma caipirinha de vodka, pra esquentar e insistiram até eu tomar um chocolate quente. Ficamos mais um pouco e fomos embora. Ah sim, logo q tínhamos chegado nesse bar mandamos uma msg pro pessoal vir. Mas eles não leram. E meu cell num fazia ligação. O Cristiano e o Luciano acabaram indo pra festa numa chácara, q organizaram visando o pessoal do congresso, e era perto, dava pra ir a pé. O Luciano foi pra acompanhar. Qnd chegamos no quarto, as quase 2hs a grazi ainda estava acordada. Conversamos e fomos dormir.
Numa dessas acabei soltando q eu comecei a gostar do Luciano no congresso passado. E a profa acabou falando do jeito dele, do q houve com ele.
Realmente, eu sei q não existe homem perfeito e nunca vai existir. Mas o Luciano eh uma das poucas pessoas excepcionais q eu conheci. Ele é bondoso ao extremo, daquelas pessoas q a gente acha q não existe mais. É igualmente educado. Eu até me atrapalhei as vezes, pq ele abria a porta ou deixava a gente passar primeiro e eu não sou acostumada com isso. É muito inteligente, tem milhões de projetos, vários artigos e passou em primeiro lugar no concurso da embrapa agora. Recebeu uma proposta em outro lugar em q ele ia ganhar algo em torno de 12k, mas num vai pq não atende a outras necessidades dele e ele não ta tão preocupado com dinheiro agora.
E a profa falou q ele é mto carinhoso, contou de como ele era com a namorada dele, como eles namoravam na faculdade, como era bonito, como ele se apaixonou demais. E em 2 meses de namoro queria casar, o q acabou assustando a família. Com o tempo a família e a irmã gêmea ajudaram a azedar o namoro enquanto ele ainda gostava da menina. Então ele é uma daquelas pessoas q sofreu demais. E passou a viver diferente, q não ia procurar mais ninguém, q se tivesse a aparecer uma mulher especial pra ele, q seria só dele, ia ser. Engraçado, pq eu tbm pensava assim. As pessoas q desacreditam das pessoas mas continuam acreditando em amor verdadeiro caem nisso. A profa ficou até rindo, pq achou q a Denise, outra ex-aluna dela é q ia gostar dele pq eles trabalharam juntas, mas ela gostou eh do mulherengo francês =p q na época era praticamente casado (sei, casado mas safado..).
E falou q se soubesse, ela podia ter dado alguma ajuda, sei lá, mexido uns pauzinhos. Mas eu o via mto pouco no laboratório, ele era tímido e não dava abertura pra conversar com ele, msm indo juntos e voltando do congresso do lado no ônibus e ele não aparecia mto no laboratório. Lógico q se isso fosse dps, comigo tendo mais intimidade com a profa as coisas seriam diferentes, eu ia falar pra ela e sei lá. Mas na época eu achava q o q tivesse q ser, ia ser. E se não foi pena, é pq não era pra ser. Em algumas coisas, nós somos muito parecidos, o q me faz pensar q se talvez tivéssemos nos envolvido teríamos dado certo.
Mas antes que eu mate alguém do coração falando de possibilidade é melhor eu continuar o raciocínio.
Hoje, aliás antes também mas em menor intensidade, eu tenho um outro tipo de preocupação. Ele é uma pessoa muito calma, muito tranqüila, aquele tipo tímido. Mas acho q ele não tem a capacidade de ser aquele tarado na cama. E eu queria alguém que me fizesse perder a timidez e me libertar desses tabus, e que me pudesse me fazer sentir realizada em todos os sentidos na cama, fazendo o que eu bem estivesse a fim. E esses caras mto certinhos só fazem amor. Fazer amor é ótimo, mas às vezes vc quer algo mais intenso. E eu sempre quis tudo. Pra mim só um desses não basta. O problema é achar um meio termo entre os extremos romântico e cafageste.
O meio termo eu já encontrei, e nesse aspecto tá td quase perfeitinho. Pra melhorar, só ele falar um pouco mais no meu ouvido, demonstrar mais (ou eu msm acostumar com o jeito dele) e gemer mais..aí e ele chega no padrão q que sempre sonhei =p
A questão q me fez gostar do Luciano é pq ele é mto delicado, mto romântico, mto atencioso e carinhoso, paciente e bondoso. Carinho é uma coisa q td mundo gosta e quer. Seja em público ou em casa, seja num momento bom ou ruim, e que se peque por excesso e não por falta, pq o importante é a intenção. Ninguém cansa de ouvir te amo demais..não se é verdadeiro.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Acordei cedo, mas nem tão cansada. O café da manha do hotel foi super sem graça. Pior do q de outros hotéis simples. Tinha granola mas num tinha iogurte pra por junto. Num tinha mel q a grazi queria, e num lugar q fica a 20min de minas não tinha pão de queijo. A gente tava falando sobre dormir cedo e acordar e eu lembrei da minha rotina de fds de dormir pouco. E a prof falou pervisses q, por sorte os meninos não ouviram. Eu só podia rir =p
Hj não ia ficar no congresso de noite, ia dar um jeito de descobrir um karaokê. Logo no primeiro dia vimos um bar com karaokê no caminho pro hotel mas não lembramos de ligar pq achávamos q íamos cantar com o Bloch. E hj a gente ia prum karaokê de qq jeito. Fomos pro congresso, vi um pouquinho de tudo, fui pro bingo. Saímos mais cedo pra dar uma volta na praça e tirar umas fotos. Eu não queria ir no parque de águas, única atração turística, só pra ver e beber águas horríveis e pagando caro. Já fiz isso uma vez em caxambu e não foi legal. Almoçamos, e de tarde, eu acabei andando pelos estandes e vi um menino da biofísica teórica, o Tonhão , num estande enturmado com umas meninas de segundo grau. Colocando balinhas dentro do tubo falcon. Eu gosto de delicado e tbm estava sem tubo falcon no laboratório, não poderia ter presente melhor. Acabei sentando junto com ele e as meninas no estande e ficamos conversando, e acabei levando tubinhos com delicados, jujubas e ovinhos de amendoin. Mas perdi o bingo. Aliás, tava super lotado de estudantes pobre querendo ganhar qualquer coisa. Eu queria só o Ipod... As meninas me disseram onde ficava a boate da cidade, os lugares agitados, e o karaokê, mas me deram indicações parciais apenas. Perguntei onde eu podia comprar casaco/malha barato e me falaram q era em monte sião, MG q eu tinha q ir. É um lugar conhecido pelas louças de porcelana e malhas. Mas eu num tava de carro. Quase q as meninas me levam com elas. O pai de uma delas era dono de uma loja.. seria bem legal conseguir desconto lá =p As meninas foram embora pra reunião delas as 17:30. Foi uma coisa nova de instituir estudantes de segundo grau..projeto Brasil jovem e a ciência. Eu perguntei umas coisas, já q eu gosto de ensinar e me interessei pelo projeto. Mas quando elas foram eu tbm fui embora. No caminho conversei com a professora, que me incunbiu da missão de achar um karaokê pra garantir a diversão da noite. E quando chego no hotel, pra pegar informações precisas, já q a lista telefônica não tinha nada q eu queria, qual não foi a minha surpresa ao ouvir q o hotel tinha karaokê e ia ligar hj? Hm, e a gente procurando isso há um tempão. Num ia ser lá essas coisas pq devia ter pouquinha musica, num ia ser q nem um lugar pra isso, mas era no próprio hotel, uma vantagem. Jantamos eu espalhei a boa nova, e fui tomar banho pra descermos pro karaokê.
Quando chegamos, só tinham 3 meninos, eu e a profa e os dois grupos ficaram revezando até as outras pessoas irem chegando. O Cristiano foi pruma outra festa e nem passou lá.a Mari, colega de mestrado mto legal acabou não indo. Como ela tinha ido com o ônibus do pessoal da católica pq não conseguiu informações pra ir no nosso, só nos encontrávamos no congresso mas eu sei q ela gosta de karaokê, uma pena, avisada ela foi.
Aí eu cantei nada sei do kid abelha, totalmente fora do ritmo e do tom. Fiquei chateada até. Msm pq minha profa queria me ver cantandoa um tempão, e acho q decepcionei mesmo sem querer. Aí os meninos cantaram uma sertaneja, então decidi avacalhar tbm =p Se eles podem eu tbm podia, e comecei cantando td q era sertaneja velha, q por sinal, deu com o meu tom de voz e nem ficou tão ruim. Eu tbm num tava mais ligando pra nada disso, se tava bom ou ruim ou desafinado. E o pessoal se divertia. A grazi, q faz coral inclusive, queria cantar mpb e cantou/cantamos algumas. Mas isso não diverte ninguém. Pra um karaokê ser legal pros dois lados tem q ser algo animado que envolva não só quem canta mas a platéia q assiste. Por isso eu pegava aquelas musicas que o povo quase esquecia mas sabia a letra. O Fábio até cantou preta, do Beto Barbosa. Foi muito engraçado. Claro q eu monopolizei o negócio. Tinha uma lista montadinha de musicas, então sempre q não tinha ninguém, ia eu. E nisso cante uni,duni,tê, do trem da alegria, q o povo tinha quaase esquecido. :Nisso sugeriram q eu cantasse musicas da Xuxa e as meninas iam ser as paquitas. Foi muito engraçado. Eu pulei, fiz coreografias, dancei. Depois me pediram pra cantar a música da cordinha do tcham, enquanto as meninas esticavam o cachecol e td mundo passava por baixo. Até o CA, prof da bioquímica foi cantar. Descobrimos pessoas q cantam bem, uma menina q sustentou a faculdade cantando em barzinho de noite, e com isso o povo foi perdendo a inibição e brincando, alguns bebendo, e td mundo se divertindo. Me pediram pra cantar macarena, enquanto o pessoal ia dançando e eu cantando num espanhol mui bueno q tinha acabado de aprender =p Logo depois pediram pra cantar a musica do Rick Martin da Maria. E até pagode rolou. Me pediram pra cantar a música do pimpolho enquanto as meninas iam dançando. Eu nem percebi a hora passar mas a minha voz foi sumindo. E fui sentindo um leve cansaço, mas tava tão bom. Eu não me divertia há tempos assim, especialmente em karaokê. E aí chegou um menino, q foi cantar roupa nova – q eu adoro e ngn tinha cantado nada, e ele falou q saiu da tal festa do congresso cedo pq não queria perder o ultimo ônibus (dessa vez a festa então tinha sido mais longe) e aí eu pensei q já era umas 5 da manha e eu ia ter q ficar emendando um dia no outro senão não ia conseguir acordar cedo e não queria mais ficar sem marcar presença nas palestras pq senão talvez me prejudicasse. Mas eram nem 3. Cantei uma ultima musica forçando a voz e fomos dormir eu e a grazi, a profa veio uns 40min dps mas estávamos dormindo. Eu chega dormi com aquele zumbido na cabeça, como quando a gente vai a um show..

No outro dia , levantamos e o Cris não foi tomar café pq devia ter chegado super tarde da festa. Ele disse q tinha q fazer isso pra não perder a reputação. E qnd nos arrumamos pra ir pro congresso, a grazi molhou o cabelo e prendeu. Ela reclama pq o cabelo dela arma mto. Aí a profa perguntou se num fica bom, ela falou q não gosta de deixar assim. Aí a profa perguntou o q o namorado dela achava, ela disse q nunca deixou o namorado dela ver. A profa perguntou se ela nunca saiu do banho e secou o cabelo no travesseiro , mostrando com a cabeça. Eu tava rindo por dentro, e a grazi nem respondeu. Dps de noite, qnd estávamos só eu a profa ela perguntou se a grazi nunca tinha dado =p Eu morri de rir com a conversa. A minha profa é legal, e acaba sendo bom conversar de leve essas coisas qnd dá, e qnd não tem gente por perto, lógico. Eu e ela nos gostamos mto. Uma pena q a relação profissional atrapalha. Se fossemos só amigas ia ser bom, mas ela as vezes tem q cobrar e repreender e tas numa posição superior e isso atrapalha e ate me chateia, claro. Mas foi legal td o q conversamos no congresso, e saber q ela não fica chateada se eu sair do lab algum dia, especialmente devido a situação minha e do namorado, msm com tds os problemas de aluno q ela teve. Aliás, descobrimos q o Leonardo vai ser papai =p lógico, q sem querer. A moça do relacionamento dele problemático, q quase casaram e moraram juntos foi visitá-lo lá no acre e voltou grávida. E ele, q tinha sido recém-contratado na universidade pública, chefe de um laboratório, cheio de alunos e projetos aprovados, vice-diretor do instituto de biologia, ou seja, com um universo a frente dele pra crescer tá pensando em arrumar um pós-doutorado em minas (bolsa de 2k q não sustenta ngn) pra ver o neném nascer... pessoas estranhas.
E o ultimo dia de congresso foi normal. De manhã eu queria sair pra tirar dinheiro, não tinha visto loja nenhuma e tinha q comprar um casaco pro meu pai pq perdi o dele. E não comprei em Petrópolis e ele ficou chateado aparentemente. Inda tinha q voltar cedo e fechar a conta do hotel as 14. Mas podíamos ficar normalmente até as 24 pq a profa ia ficar mais um dia. ^^ Assisti 30min da primeira palestra e fui ver uma palestra técnica, oferecida pelos expositores. A do dia anterior q eu fui ver só me deram uma caneta e nem sortearam nada. Nessa de hj sortearam 3 coisas, mas foi injusto, pq o papel era grandao e a urna num mexia mto bem e quem chegou atrasado e depositou o cupom por ultimo foi sorteado. E uma menina sorteou a si msm... aí eu saí e andei muuuito pra ir no banco, e no caminho olhei as lojas, caras e nada q servisse pra ngn do meu grupo de interesse. Voltando vi a bota q eu ando sonhando em comprar. R$87 . Não tive coragem de gastar esse dinheiro todo, msm valendo a pena. Subi as mega-ladeiras pra voltar e cheguei bem a tempo do almoço. De tarde fui dar uma volta com a profa pra ver se achava mais lojas, nada q coubesse no meu pai. Fomos pra palestra de modelagem do Pascutti, única q queríamos ver. Mas chegamos lá e tinha uma menina falando mto de remédio, e atrasou td, falou mais de 1h. No fim das contas o Pascutti não foi. Segunda vez q o cara faz isso comigo, no congresso de abril foi a msm coisa. Se o cara não pode ir, não marca. E esse povo q dá palestra em congresso é mto burro ou prepotente. Os caras falam q vc tem q dar 20min de palestra aí a pessoa faz uma apresentação de 60 slides. Nunca ia dar tempo. E os organizadores q não insistem no tempo. Só na palestra de modelagem da segunda q eu vi os caras cumprirem horário. E isso, de atrasar e falar demais além do tempo é uma coisa que me estressa muito. As pessoas q são irresponsáveis com horário, q tomam tempo demais dos outros e até as pessoas q não apresentam. Mas eu já tinha acordado meio ruim pq eu tbm não queria ir pra casa. Comi até mais sobremesa q o normal no almoço pra ver se melhorava meu humor mas nada. Aí , eu e a profa demos mais uma volta pelos estandes, pq ela ia ver se fechava uma compra mas no fim das contas os caras q estavam lá não tinham o aparelho. E eu querendo ir embora pro hotel pra descansar. E ela me levou pra ver os trabalhos, eu odeio sessão de trabalhos mesmo vazia, não tenho paciência pra isso. Mas fomos conversando. E ela falou q achou uma graça eu no karaokê ontem. Q eu sou muito graciosa e sensual. Foi engraçado ouvir isso =p Isso pq ela já tinha me falado do tique nervoso q eu tenho de desenhar no nariz, típico de quem tem rinite. E eu falei q eu não é pela aparência q eu me ache feia, coisa q eu vivo tentando me conhecer e que a maioria das pessoas acham q é verdade, e ela falou lógico q não é com uma sinceridade supreendente.
E tinham 2 trabalhos de hemoglobina q ela queria q eu visse e fosse perguntar pras pessoas de noite. Eu só queria voltar lá pra assinar o recibo e ir embora. Na volta ela insistiu pra irmos numa loja ver. E achei algo pro meu pai. Achei injusto levar só pra um e o preço estava msm mto barato. Acabei levando pra td mundo, o da minha mãe eu levei mas eu gosto e já levei com a intenção de eu usar pq ela anda mto chata comigo e eu não tou a fim de dar presente pra ela dps das coisas q ela fez. Pra minha irmã eu levei pq ela estava precisando e eu tbm, e meu namorado tbm pq não tem um casaco q não dê alergia. Eu queria levar um igual ao meu mas tava escrito girls do lado -_- esse eu tenho certeza q num ia dar alergia pq era sintético e não algodão. Mas... O problema é q nisso a conta ficou salgada, e eles não aceitavam cartão nenhum. A minha profa comprou um casaco e acabou pagando e eu tenho q devolver pra ela. Ainda pechinchou pra pedir 15% e não 10% de desconto, tinha lugar q tava dando 20 pra congressista e como a compra foi grande... Valeu a pena pelo preço, é verdade. Mas eu acabei ficando meio irritada de gastar mto com os outros o meu dinheiro. Mas assim ngn enche o saco. Falar em dinheiro do jeito q as coisas estão me deixa mais nervosa q outra coisa.
De noite, fomos comer numa pizzaria. E foi ruim. Pq o Cris queria ir onde o pessoal estava,mas a Mariana avisou q ia estar lotado e a gente andou e foi até lá, e tava lotado. Ai a gente voltou pra pizzaria de novo. E eu tinha falado q era melhor ficar pq ia estar lotado. E pedir conjunto é um problema. Pq cada um gosta de uma coisa. A grazi queria pizza com batata palha em cima, e só ela queria e acabou sendo a vontade dela. Um saco isso. A profa pediu meia peperoni q acho q só ela come, a mari eh alérgica a porco... problemão. Só tinha um garçom pro andar e ele não ia servir a pizza, e como tava numa estante com tampa várias pizzas não sabíamos de quem era o q . E o cara servia e tinha gente comendo ainda e outros terminado e no fim das contas era pra cada um comer 4 fatias e não foi assim. E a pizza ruim da grazi ngn queria comer, o Luciano comeu só pra deixar as outras pros outros. Ao menos na hora de dividir a conta foi tranqüilo pq td mundo tomou só 1 refri. E a mari contou a historia pornográfica q ela tava pra contar desde o começo do congresso =p e eu ri mto. Mas fiquei irada pq o pedido de auxilio financeiro era das 20:30 as 22:30 e eram 21h. E a mari pediu pra gente ajudar ela a levar as malas do hotel dela, q era perto da pizzaria pro hotel do congresso pq o ônibus dela saía de lá. E o quarto dela levaram a chave e ngn lembrou de chamar a camareira e a gente provavelmente ia ter q fazer o msm q ela, e eu fiquei irada só de pensar em levar tds as malas pelas ladeiras, pq a profa pediu pra levar 2 malas dela com a gente. E eu ainda estava com uma sacola de compras q num cabia na mala. Foi uma confusão, eu fui pro congresso, dps procurar o motorista pra ver se ele ia passar no hotel, já irritada com a desorganização. Os meninos no caminho trouxeram as malas dele pq a chave do quarto da mari tava com outra pessoa. Aí a gente foi pro hotel e eu não fui ajuda-la com as malas. Não tinha como, tava cansada. Aí nessa hora eu conversei com a profa, e ela perguntou da grazi. E foi engraçado. Vi um quase anda de novela, casseta e planeta enquanto conversamos e fomos descer as malas. E minha pressão foi baixando tão rápido q eu tinha a sensação q ia desmaiar. Tentaram colocar dvd de filme e ao invés de passar constantine escolheram clube da luta...ainda bem q tava ruim e num passava direito, tremia demais e a img sumia. Eu sugeri colocar um CD ,dos q eu tinha e foi Bon Jovi. Na 3a,ou 4a. música eu apaguei, pressão mto baixa. No meio da noite acordei assustada com meu estomago quase saindo pela boca. A parada estava ainda mto distante e eu não podia passar mal no ônibus. Com mto esforço eu consegui vencer o problema mas apaguei de novo. Acordei na parada. Desci pra ir ao banheiro, ainda mal da pressão e assim q encostei no ônibus apaguei. Acordei no café, comi salgado pra ver se melhorava mas eu ainda estava sem forças pra nada, então o organismo desligava. Chegamos mais cedo q o esperado, em cristalina e eu comprei um doritos, pra ver se o sal subia minha pressão. Funcionou mas eu não comi nada com medo de ainda passar mal. Aí a grazi deu a idéia de jogarmos máfia. E fomos assim até quase chegar. Dps os meninos começaram a fazer guerra com aquelas coberturas da poltrona do ônibus, o q me deixou chateada e irritada pq as vezes eles acertavam nos outros. E nisso fiquei pensando no a profa falou do Luciano, e msm sem querer, comecei a pensar como seria. Ter um namorado perto, podendo se ver sempre, alguém perto, da mesma área. Como seria viajar juntos pra congresso e essas coisas. E como seria não sofrer tanto. Não queria magoá-lo pensando isso mas será q eu tou errada? Eu sei q isso não é uma coisa q eu goste de falar pra ele mas, é errado querer se proteger, não sofrer tanto? Tudo são coisas q eu nunca tinha pensado antes, mas q poderiam ser. Não podem ser, porque agora não tem mais jeito. O amor é mais forte, o envolvimento é muito grande, não dá pra fugir disso mesmo que a gente tente. E é só isso q nos mantém, pq é tanta coisa atrapalhando, q se um dia o amor acabar, tudo termina. Eu sei q ele não tem culpa, e não tem jeito, é o preço a pagar e vai compensar mas , as vezes, só as vezes eu queria q as coisas fossem diferentes. Q nós dois pudéssemos ter certeza do futuro, que algum dos nossos planos desse certo, q alguma coisa boa pra nós acontecesse. Pra ajudar o peso a ser menor, mais leve ao menos um pouco. Por isso eu não queria voltar , lá era como eu era antes. Eu não era muito feliz mas também eu não sofria. Eu não vivia muito mas tava bom. Ninguém sente falta de algo q nunca teve. E lá tava tão bom esquecer dos problemas todos, da vida. Não queria ter q voltar pra realidade tão logo...
Mas o motorista não sabia chegar na unb e voltar pra garagem aí ele teve q ir pra garagem, trocar de motorista, e irmos pra unb. E qnd estávamos chegando, o ônibus deu seta e foi entrar pra direita, e um cara doido na caminhonete resolveu ultrapassar o ônibus pela direita..bateu, num deu outra.
Descemos no meio da rua. E eu fiquei esperando 20min meu pai chegar pra me buscar.
Quando cheguei em casa, logo depois de almoçar as 15hs e dar os presentes eu fui ler o blog dele e ver os emails.
Ainda bem q eu não paguei caríssimo numa lan house, pq só ia passar raiva. Bem, o destino cumpriu sua parte, a redação do vestibular foi uma carta, não podia ser melhor...
Foi horrível ler o blog dele. Me deu raiva, irritação, tristeza. A volta pra realidade foi cruel, dolorosa e brusca. As coisas q eu falo e ele não entende, td bem é o jeito dele. O monte de problemas, o fato de q eu ser feliz não proporciona o mesmo alívio pra ele- e eu tinha ficado tão alegrinha por lá... A vida q ao invéz dar trégua parece piorar as coisas. A questão de coxim que eu nem quero pensar, msm pq eu nem sei qual o resultado do vestibular. As minhas crenças q me deixam, as minhas salvações q não existem, as certezas que se dissipam deixando apenas poeira no lugar.

Tinha acabado de acordar quando ele me ligou. Eu não esperava, e ainda não queria atender. Mas não queria q ele pensasse mal. Não é q eu não queria falar com ele. Eu não queria nada, nada dessa situações ruins. Mas marcamos pra conversar de noite, eu sabia q ele queria falar comigo então não ia ser um sacrifício mto gde ele ficar sem dormir.
Vi o homem q copiava, e quase desisti, por causa da semelhança com a vida. E fiquei vendo coisas sobre coxim, q conversamos.
Não conversei do msm jeito q antes, pq eu quero manter distância. Quero ser menos dependente, quero sofrer menos. Quero q ele vá pra coxim sem preocupações, se tiver q ser. Quero viver a minha vida mais leve, quero viver a minha parte q é só minha. E assim, do jeito q foi, acho q se ele se sentiu mal acabou sendo como eu me sinto. Com uma conversa as vezes fria, como a sensação q eu tenho dele, mas q as vezes ele me prova q não é totalmente real..
Cansada.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Eu não sei o que dizer sobre o domingo. A conversa acabou tomando rumos estranhos sobre ele e eu fui falando. Mas parecia que não era eu quem falava. E como eu acredito nessa coisa de entidades estranhas, vai saber? Eu até pensei que fosse algo que ele precisasse ouvir. Mas foi uma coisa dolorosa e ele se sentiu pior depois de termos conversado. Aí eu me arrependi de ter falado tudo o que eu falei.
Mas eu acho que me arrependo mais de ter mudado e ser a pessoa que eu sou. Mais mesquinha, mais amarga, mais triste, mais melancólica, mais egoista, menos alegre, menos fiel às minhas crenças e até mesmo menos crente. E o jeito que eu o amo, saiu do mais platônico idealista perfeito pro mais humano e real, mas eu não acho que essa mudança foi totalmente positiva. Essa situação toda nova me confundiu e me confunde ainda. Amar não é complicado, se for só amar. Agora amar e ser correspondido e manter um relacionamento é confuso... é difícil lidar com os sentimentos, as vezes, também.
Ele me ama 'melhor', menos egoisticamente. Sem pensar eu posso listar umas 5 ou 6 coisas que ele me falou que são as declarações mais lindas e originais. E ele me faz rir, muito.. E é surpreendente ele pensar em mim e se preocupar comigo mesmo quando ele tem um monte de coisas pra se preocupar. Não tou dizendo que eu não sinto o mesmo, mas é a primeira vez que eu sinto isso pra mim. Ser amada, de uma maneira intensa e verdadeira é algo novo e surpreendente, além de ser ótimo.
Nessa mudança da vida eu acabei me tornando muito dependente dele, e desse amor. Porque tudo que é bom vicia. Mas isso não é culpa dele, como ele pensa. São coisas que aconteceram..
Por isso que eu acho que vai ser bom se eu aprender a me afastar um pouco dele, a não ser tão dependente, a não querer morrer todas as vezes que eu sinto saudade, a lidar com toda a dor de um jeito melhor - porque eu não acho que dá pra sentir menos. Afinal de contas, quase 2 anos já. Se as coisas continuarem como o primeiro plano que havia sido feito, ele fica mais 4 anos pra fazer a faculdade enquanto eu fico aqui fazendo o doutorado. E com 2 eu não consigo imaginar como são 6. E assim ele pensa que eu sou fraca, que não dou conta. E abdica da felicidade, dos planos e da carreira dele por minha causa sem necessidade. Algo pelo qual eu não me perdoaria nunca.
Mas essa semana não é uma boa hora pra ele,tem vestibular. Ele precisa do meu apoio, e eu queria muito estar lá com ele. Ele se cobra demais, se auto-inflinge machucados que ele mesmo não pode curar. Por isso, eu acho que as vezes ele sofre mais que eu.

Segunda acordei com um enjôo megalomaníaco. Isso pq domingo eu fui dormir com cólicas no estômago, já tinha até pensado q estraguei essa porcaria de novo. Eu nem tinha comido nada e estava azul de enjôo. Tive que tomar uma cocacola pra ajudar a passar e só fui comer de tarde.
Trabalhei bastante. Dei a aula e disseram que não foi ruim.
Eu não acho, não foi 'maravilhosa' nem 'ótima' então num tá bom. Nada de brilhantismo.
Cheguei com uma dor de cabeça colossal. Tomei um remédio, dormi e melhorei.

Hoje acordei cedo, e dormi de novo. Infelizmente a primeira coisa que apareceu a minha cabeça, depois de perceber que eu havia acordado, foram as preocupações.
Não tou dando a mínima pros jogos do Brasil, inclusive.
Mas tive um sonho gostoso.
Estávamos em casa (que aliás, agora não sei mais se devo sonhar com casa ou apartamento =p) e ele estava no escritório, no pc, trabalhando eu acho, de noite. Eu passei pelo corredor pra ir pro quarto, de camisola e robe. Daquelas compridas,de seda, caríssimas =p E passei pela porta e fui toda lânguida sentar na beirada da cama. Não sei descrever fisicamente, mas no corredor tinha um espelho, e de dentro do escritório, dava pra ver o quarto refletido no espelho. E eu não sentei justamente onde dava pra ele ver? E fiquei sensualmente passando as mãos pelo meu corpo, me insinuando, chamando-o. Deitei na cama, levantei a camisola, e comecei a tocar meu corpo, acariciar enquanto gemia de leve. Ele não demorou muito, ficando de pé na minha frente, enquanto eu abria o ziper da calça e sentia o pau duro nas minhas mãos.. Dei uma lambidinha só pra provocar e voltei a deitar na cama, dizendo que eu estava muito excitada e queria que ele colocasse logo o pau dentro. Ele ficou passando o pau nela, me provocando, molhando. E entrou gostoso, enquanto eu pedia pra manter um ritmo lento.
E aí eu acordo... maravilha
Com uma excitação maior que eu. Exatamente o motivo que fiquei enrolando na cama.
O estranho é que eu não consegui vencer essa sensação racionalmente. É um absurdo eu estar com tesão quando eu estou preocupada e quando estou nervosa por causa do vestibular.
E excitação foi muita, e até gostosa, mas o orgasmo não foi bom assim. Mesmo com o milhão de perversidades imaginadas.
fora isso o brasil ganhou, hj só comeram churrasco em casa. aproveitei o dia pra comer pouco e no final dele engordei 3 quilos de graça.
Mas a minha maior preocupação foi-se embora agora a noite. Uma vez me disseram que regras é algo ruim quando vem, mas pior quando não vem. Eu já estava pensando em ver como ir ao médico amanhã, mas depois de 3 dias de atraso eu posso dormir tranquila. Eu já estava pensando em câncer ou uma doença assim grave.. O mais estranho é que mês passado estava tudo direitinho. E eu senti todos as coisas da tom. Porcaria de organismo que a gente não controla, nem tem certeza do que está acontecendo.
Só hoje me dei conta que não adianta esperar a sexta-feira.. não tem internet, nem dormir de madrugada. Saco.
Mantendo a mesma lista no winamp da semana passada, com a mesma porcentagem de musicas tristes de sempre, mas com um gosto especial por 'Could I have this kiss forever?' cantada por whitney houston e enrique iglesias. A mistura de espanhol e ingles num ritmo latino/pop ficou gostosa. E já me disseram que quanto mais bemols uma música tem, mais triste. Engraçado até a música ter uma nota pra tristeza e melancolia.
Melancolia - eu sempre gostei muito dessa palavra..