quarta-feira, 21 de junho de 2006

Engraçado como o mundo dá voltas...

E pra minha surpresa, desde sábado eu me vejo num estado de bom humor. Não aquela felicidade insana, descontrolada. Tenho vários motivos pra esquecer isso tudo e rumar para um pessimismo ou pior. Não esqueço dessas coisas mas é como se, de alguma forma, eu tivesse uma pequena certeza de que alguma coisa vai dar certo.

No começo, eu achava que fossem prolongamentos psicológicos dos orgamos fantásticos q eu tive no sábado. Há muito tempo eu não me sentia fisicamente bem assim. Foi tudo fantasticamente bom e lindo, deixando a minha mão enxarcada, do jeito que eu acho mais gostoso. Mas já estamos no meio da semana...

Tem outra coisa também. Conversamos sobre o blog domingo e ambos estávamos preocupados em escrever livremente por medo da reação do outro =) Não que eu me preocupasse muito com isso, mas me deu uma sensação de liberdade à la Revolução Francesa...

Estranho que com isso, com essa fase de estável humor eu não tenho preocupações tenebrosas e nenhum dos comentários que eu tinha medo de falar e que já quis escrever me vem a cabeça.
Parafraseando: "vai entender".

Por sorte, essa fase veio em boa hora. Ele não anda muito bem, mas com preocupação relativa ao emprego as coisas pioraram. Eu gostaria de dizer, que no fundo, eu acho que isso é em boa parte nervosismo do chefe dele, que não sabe fazer as coisas e administrar uma empresa,e que ele está meramente falando isso pra causar preocupações desnecessárias ou aliviar o nervosismo em alguém. Lógico q eu não estou por perto pra ver a coisa de outro modo, mas mesmo assim eu tenho o direito de ter minhas opiniões. E me pergunto se seria isso tudo verdade. Alguém que tem filhas pequenas e esposa desempregada nessa situação estaria agindo de outras maneiras, ao menos eu imagino..
Mas eu sei que não adianta falar nada disso, não resolve. Mesmo porque isso não são argumentos, e sim hipóteses. E nós lidamos com essas duas coisas de maneiras muito distintas.. Então só espero que eu continue sendo forte, e tranquila e calma, seja lá de onde isso estiver vindo. O estranho é que, se isso tiver um aspecto religioso, eu não consigo detectar. Mesmo pq eu não consigo definir de onde vem. Mas que continue aqui.

Uma das minhas maiores tristezas é ele não poder ir ao AF. Esse ano eu estava fazendo todo o esforço possível pra que ele fosse sozinho e se divertisse. Eu ficava com vontade de ir quando pensava no fato de q SP é território neutro, e isso é vantajoso. Mas ao lembrar das experiências do ano passado e da vivência diferente que temos, a vantagem se tornava pequena. Essa não é a questão que me fez desistir, msm pq ano passado nosso relacionamento era mto diferente, estava mto no começo e não dá pra comparar. O fato das vivências, bem, é mais fácil eu achar algo pra me divertir do que ele. Mas eu não quero encontrar com pessoas que eu vejo uma vez na vida na condição física na qual me encontro. Eufemismo pra dizer q eu estou gorda demais e q não tenho coragem de aparecer assim. Eu já tive q enfiar esse fato goela abaixo quando fui vê-lo mês passado, mas ou eu ia ou ficava louca.

Mas o destino é controverso. Ultimamente, andei conversando muito com uma colega veterinária. Que é quase a mesma coisa que ser médica, afinal também somos animais. E ela me contou um fato interessantíssimo: que ela discorda do tratamento de mulheres com síndrome de ovário policístico (SCOP) que é administração de hormônios por via oral (anticoncepcional ;p). A causa primordial do SCOP é a diabete tipo II, uma baixa nos receptores de insulina, que desvia a produção de estrogênio, produzindo apenas precursores, andrógenos e testosterona, o que dá toda a sintomatologia da doença. Mas a questão é que a SCOP "disfarça" a diabetes. Então nos exames, a pessoa não aparece diabética e nem é dependente de insulina nem nada. É o caso da diabete pré-clínica. Em que a pessoa se encontra em um estágio anterior ao que é possível diagnosticar. Obviamente, tudo isso são pesquisas muito recentes, passei a tarde inteira lendo artigos, nada que estivesse sendo aplicado no Brasil. Mas é possível curar essa disfunção hormonal com metformina e às vezes, um diuretico leve como a espironolactona. A perda de peso em mulheres com SCOP e em mulheres obesas foi significativa.

Lógico que essa não foi nem de longe, a causa primordia pela minha escolha de anticoncepcionais. Mas eu, que não acreditava que anticoncepcional engorda, ou pelo menos que dificulta a perda de peso, estou vendo as coisas com outros olhos.
Decidi seguir os métodos dos artigos mais conceituados e ver o q acontece com a metformina e eu por um mês. Ainda não sei se vou parar com o anticoncepcional. Não sei se vale a pena. E mesmo assim, se for, a pausa vai ser sempre temporária. Não vejo outra solução.

O saco é que eu achava que um dia eu ia ser diabética sim, mas num futuro distante, como o meu pai. Então ia aproveitar minha juventude açucarada. Já uso adoçante há muitos anos, a ponto de desacostumar e achar ruim o gosto de açúcar. Mas agora é adeus chocolates e compotas e etc.. Lógico, como todos os médicos dizem, eu não esotu diabética. Mas os médicos estão atrasados e eu pretendo não continuar sendo diabética. Ao menos agora eu achei uma explicação pra tanto esforço e 0 de ganho...

E falando em tristezas. Por ele estar ruim, e outras coisas mais, andei pensando em adiantar o presente de aniversário dele. Mas isso depende de análise orçamentária e das circunstâncias também. Especialmente pra decidir qual das minhas opções vai ser a escolhida ^^
Meu alívio é que, qualquer uma delas ele gostará. E com certeza vão melhorar o ânimo dele um pouquinho.

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