segunda-feira, 10 de julho de 2006

Conversamos sexta. Muito
E sábado.
E domingo.
E nunca é suficiente.
Liguei pra ele a noite, sabendo que ele não ia aparecer, com voz de quem enrolou o domingo todo sem fazer nada pq a única coisa boa a se fazer não estava disponível. E quase, quase me debulhando em lágrimas. Ainda mais pelo q aconteceu no sábado.
Sábado tivemos um pequeno desentendimento, se é que eu posso chamar assim. Eu sei que eu sou uma pessoa muito difícil de lidar. Especialmente pq qnd é a minha hora, eu quero atenção única e exclusiva pra mim. E eu que não consigo escrever nada, acabo por fazer mais errado do que certo.

Mas às vezes também acontecem coisas boas pra gente.
Ele apareceu e ficamos até 1h da manhã. Dsl, conexão muito boa...

Uma pena que na segunda eu fiquei sem saber o que fazer da vida.
Espero que ele não se sinta assim quando eu viaje, é no mínimo estranho. Como se faltasse alguma coisa.
Tinha um relatório pra fazer, e acabei ficando em casa para fazê-lo. E nisso sinto mais ainda a ausência dele.
Entrei no mirc, msn, pra ver se com alguma conversa eu levava o dia mais tranquilamente. Não adiantou muito.

Minha mãe veio perguntar se eu não queria chamá-lo de novo pra viajar com a família. E eu acabei contando tudo o que está acontecendo com ele.
Mas miséria pouca é bobagem. E a idéia que ela deu seria ótima, se puder ser mesmo realizada.
Falou pra ele vir aqui em casa, como nos nossos antigos planos, mas falou pra ele ficar aqui em casa. Durante um tempo. (Tempo é uma coisa mto indefinida pra mim) Lógico que a primeira coisa que eu fiz foi forçar um sorriso falso. É a última coisa que meu pai iria achar bom. E ela me disse que quando eles vieram pra Brasília foi a mesma coisa. (A tática de retribuição de favor e propagação da bondade é boa..) Aí eu disse que eles já eram casados quando vieram. Minha mãe disse que casamento não é problema nenhum. Ela disse que conhece o padre (da igreja lá da chácara, eles são foliões da festa do divino e ajudam sempre etc), que tem a igreja, era só dar um almoço e pronto, que comprava um sofá-cama pros pais dele dormirem no quarto de cima, que o vestido tem o dela mas se não quiser a gente compra um rapidinho. E pronto. Tão simples.
Eu fiquei estarrecida. Eu nunca tinha pensado nessa hipótese. Vai ver que as minhas idéias insanas são mesmo por parte de mãe e ela é pior que eu. Tudo bem que ela não falou nada sobre onde morar e etc. Mas eu fiquei abismada com alguém conseguir sonhar tão alto assim.
Claro que eu acho a idéia exagerada. Mas a parte dele ficar aqui um tempo, arrumar emprego e ficar definitivamente é algo tentadoramente bom de se acreditar. Porém, extremamente dolorosa. Não deixa de ser uma possibilidade, a probabilidade real dea acontecer eu não sei, mas que existe, existe. Embora, pra isso, ele tenha que adiar a faculdade. Até a hora que der.
Pra mim, ele mudando pra cá fica tudo mais fácil. Mas será que pra ele é assim?
Ele não me deu nenhuma notícia sobre coxim. E eu estive tentando não ficar ansiosa.
Lembrei de um convite de última hora, encontrar velhos conhecidos numa pizzaria. Embora já tivesse jantado, fui. Era uma boa oportunidade pra tentar esquecer todas as coisas, pra usar pessoas para tirarem foto de mim, e por ter jantado, eu não ia querer comer nada. Querer eu até quis, mas o preço e a consciência pesaram mais. Definitivamente é um lugar que tenho que levá-lo. Superando a longa fila de espera e indo com gente suficiente pra aproveitar, a massa da pizza é fininha e o lugar é legalzinho, embora esteja sempre cheio. E vou chamar a mayumi e o gil pra irem conosco pra ela dividir com ela a pizza de rúcula com tomate seco. Não sabia que as pessoas gostavam disso. Aliás, é uma ótima idéia chamar os meus outros amigos pra conhecê-lo, por enquanto ele é só um fantasma pra eles =p
E logicamente usei a peça de roupa nova que eu comprei pra mim mas pensando nele. Ficou ótima. Quando eu estava pra sair minha mãe até perguntou se eu tinha posto silicone. O que uma roupa justa não faz...

Mas quando voltei em casa as coisas voltaram. E o desânimo aliado ao nervosismo faz uma péssima combinação.

Lacrimosa - Mozart

Nenhum comentário: