Sexta-feira tive que ficar em casa, senão não iria viajar. De manhã eu ainda fui lavar as roupas que eu queria levar pra viagem. Depois de dois dias trabalhando, ou ao menos tentando, intensamente, a minha cabeça havia ficado um pouco afastada das coisas.
E mesmo querendo aparecer online eu consegui passar o dia inteiro me impedindo disso. Porque essa viagem ia ser mais curta que a outra, não ia ser tanto tempo longe, e eu queria que ele ficasse sentindo saudade. É bom porque ele passa o fds livre pra fazer o q ele tiver a fim, porque quebra a rotina. Eu sei que não dá pra comparar o que eu sinto e faço com ele, mas não tem jeito. Eu não consigo entender o que ele sente e como ele sente saudade. Eu chego às vezes até pensar que ele não sente saudade, daquele tipo doloroso , do radical latino (de latim) donde a palavra intraduzível se originou, do fado. Isso é bem diferente de sentir falta – do gélido ‘miss you’ dos ingleses, que muitos acham que é saudade, e não é. Saudade e sentir falta são coisas muito diferentes, vide wiki. E fico achando que ele só sente falta, saudade mesmo, quase nunca. E é nessas horas que eu faço coisas como bloqueá-lo do msn.
Eu sei que eu não tou certa e não é bem assim. Mas é uma impressão que eu tenho. E são quase 2 anos com a mesma impressão, então ...
Que ele sinta falta, muita falta, pra que, quando eu voltar ele me diga que está morrendo de saudades. Pra eu acreditar nisso, e de alguma forma, ter forças pra suportar essa situação e todas as outras coisas que estão por vir.
No último minuto, eu mudei de idéia. Não era justo eu sair sem me despedir, mesmo quando ele está num momento ruim e depois eu acabe ficando louca também. Fui correndo até o pc mas a internet estava fora do ar. Saco.
Eu odeio admitir mas ... isso acaba comigo. Muito sofrimento amargura as pessoas. E outro dia estava pela zilionésima vez lendo o blog dele quando ele falou que queria ser único insubstituível e a conseqüência disso é que eu me tornasse totalmente dependente dele. A culpa então, não é minha, pq, egoísta como eu sou não tem como admitir isso. Porque eu não quero nem pensar em como vai ser a vida daqui pra frente, nem em como relacionamentos são complicados demais.
Mas fui, levemente enjoada, levemente ansiosa e um pouquinho apreensiva. Seja lá o que tiver de ser.
A viagem em si foi tranqüila. Menos horas de viagem que pra caxambu. As paradas foram muito boas, apesar de caras, como todas elas. E o mais legal é que tinha muita gente que não dormia em viagens também. Conversei muito, com muitas pessoas, e aos poucos me enturmando, já que a maioria dos alunos era da bioquímica. Graças a deus, esse ano, nenhum dos chatos da biologia molecular foi, só 28 alunos, sobraram muitas vagas. Faltou dinheiro e portanto, o ônibus nem era tão bom assim. A paisagem era bonitinha, mas cheia de neblina. Em Pirassununga, de manhã na parada pro café até saía fumacinha pela boca. Coisa que o povo de Brasília num via faz tempo. No caminho o motorista se perdeu, por volta de Mogi-mirim, já em São Paulo. Mas a nossa preocupação era chegar cedo, pra achar o hotel, almoçar e achar onde ver o jogo do Brasil.
Como ficaram 25 pessoas em um mesmo hotel, fizemos o motorista nos deixar lá. Ainda bem, pq a caminhada com malas ia ser dura, não pro ser longa mas por ser extremamente íngreme e cheia de escadarias. Mas era uma cidade bonitinha. Dá até pra tirar umas fotos e dizer que é da Europa. O hotel, meu quarto, foi muito bom. E pensando bem, pra pensão completa, foi bem barato. Era um duplo que foi adaptado pra triplo, mas tudo bem.
Fomos sair pra almoçar, procurando um lugar que estivesse aberto (dia de jogo..) e que aceitasse cartão e fosse barato. No hotel, o almoço custava só 22 reais... imagina. Comemos num lugarzinho que num era lá essas coisas, mas ao preço de 12,50 com sobremesa foi a melhor opção que encontramos. Aí fomos pro hotel do congresso, numa subida de ladeira e numa subida de mais de 7 andares de rampa curva que chega me deixou tonta... Eu fiquei chateada, pq pra variar, a grazi faz as coisas do jeito dela e que o mundo se dane. Eu queria ter voltado ao hotel pra pegar meu pôster, pq ele precisava ser afixado de 14-17 e num ia fazer isso na hora do jogo pq nem tinha como. Eu queria fazer isso pra não ter que ir duas vezes pro hotel, pq era muito íngreme e nesse ritmo meu joelho não ia agüentar até o fim do congresso. Mas, como o Luciano, que trabalhou com ela é bom demais, fizemos do jeito dela, e pq eu não sabia chegar ao hotel direito tive que ir com eles. Ao menos, quando chegamos lá vi que o Luciano tinha que afixar o pôster dele também, eu ao menos não iria sozinha. Tentamos um caminho diferente, que circundava o parque ao invés de passar por dentro dele, melhor que o caminho indo pela rua principal da cidade, que tinha um ladeirão e a subida de 7 andares de rampa. Indo pelo parque, saíamos no último andar, na parte alta do hotel e evitávamos 3 ladeiras, sobrando apenas 1, e evitando subir os 7 andares de rampa, ao menos no primeiro dia. Voltamos direto pro hotel. E quando cheguei, encontrei a minha professora, que enfrentou as ladeironas de malas e notebook pesado e tava com problemas na recepção pq a atendente (q descobrimos dps ser uma anta) não achava a reserva dela e o número do nosso quarto.
Eu não queria ver jogo do Brasil nenhum, tava sem dormir, ia apresentar e passar a noite de pé e queria descansar, dormir. Mas o pessoal ficou falando tanto que eu vi o primeiro tempo. Pela cara, iria pros pênaltis e eu subi pro quarto, não ia dormir, mas ao menos descansar um pouco. Liguei a tv quando ouvi a barulheira pra ver q a França fez gol e fui ouvindo o segundo tempo. Aí o Brasil perdeu e td mundo ficou emburrado. Conversamos um pouco, tomamos banho e sentimos frio.
E eu que queria ir de terninho... por sorte, me deram a ideia de colocar a calça de ginastica por baixo da calça social. Com 2 blusas, uma de lã, e o blazer e cachecol, não ia fazer tanto frio. Jantamos bem, e saímos pra apresentação. Não tenho paciência pra isso. Da outra vez fiquei 3horas plantadas e nenhuma alma viva se interessou pelo meu trabalho. Não ia fazer isso esse ano de novo. Passei, subi e passei umas meia-horas sentadas na lanchonete no andar de cima às vezes. Aparecerem pessoas pra ver meu trabalho, ao contrário do que eu esperava, mas eu não me arrependo não, tou nem aí pra isso. Aliás, meu trabalho foi colocado na seção errada, mas graças a isso eu não estava perto da professora, o que me deu mais liberdade. O ruim é que a seção de trabalhos foi realizada em um andar do estacionamento do hotel, ficou feinho, mas pelo menos não passamos frio como das outras vezes. No final, um garoto veio me fazer uma pergunta sobre o meu trabalho. Mas não foi sobre isso, ele queria uma resposta que era só ele ter procurado na internet. Eu não sou livro nem enciclopédia...garoto doido. Td mundo achou engraçado, e ele veio no ônibus com a gente. Aliás, ele tinha cara de bobão.
Depois, a profa falou que o Bloch, pesquisador, tinha vindo e que ele tocava violão. Ia ser legal fazermos uma reuniãozinha com ele. Mas descemos os andares todos da rampa e nada dele, descansamos no hiper-megal hall do hotel pq estávamos todos mortos. Conversamos uma bobagem leve, falamos sobre pessoas e sobre relacionamentos.
E a profa falou q dps de um tempo, os relacionamentos maduros não tem mas briga, desentendimento. Hm..tomara. E tbm que o fato do homem brincar qnd uma mulher tem chilique,briga,reclama é saudável e ameniza. Talvez seja verdade. Talvez.
Fomos embora pro nosso hotel, mais pobrinho =p Aliás, o hotel do congresso é o maior que eu já vi – tem um túnel suspenso interligando um prédio as quadras de lazer. Capacidade pra 6500 congressistas e 700 hospedes. Só vendo...o hotel é praticamente uma cidade.
No nosso hotel, o pessoal foi jogar pingue-pongue e eu só vendo. Dps q liberaram a sinuca, mudaram pra lá e eu só vendo tbm, semi-zumbi. Dps decidi dormir, as quase 2hs. Mas isso de ficar fazendo coisas pra criar uma imagem pras pessoas é um saco. Eu devia ter ido dormir no jogo, e dormir logo dps qnd chegamos.
E assim foi o sábado, q eu nem sabia mais que era sábado ou que dia era.
Dia seguinte, eu acordei as 7horas, mas tava sem paciência pra ir pro congresso e decidi não levantar de propósito. Que congresso nada, eu ia aproveitar pra fazer o mínimo possível de coisas chatas e entediantes. Acordei de novo as 10:40 e decidi ficar, não ia pro congresso pra voltar 12hs, ainda tava com uma super dor de cabeça . E avisei a grazi e o cristiano q eles tinham q colar o painel deles antes das 12hs. Hm, pessoas q não lêem manuais e regulamentos nunca sabem de nada. Fomos almoçar, e o almoço foi bem melhor do que o jantar. E depois fomos pro congresso, eu li umas coisas, marquei minha presença. Pq eu lembrei q tinha alguém dizendo q sem isso num tinha recebimento de auxilio financeiro depois.. E depositei os cupons pra concorrer as coisas. Fiquei basicamente nos andares mais de cima. E voltamos pro hotel pra jantar. E dps pro congresso pra ver a apresentação da grazi e do Cris, dei uma votla pra ver os q no q as pessoas andam trabalhando. Mas num tava a fim de ficar de novo 3hs a toa, e em pé. :Ontem tinha passado a noite de sapato social e ainda estava com o calcanhar doendo, e hj msm de tênis não ia agüentar isso de novo. Se a profa fosse voltar pro hotel como ela disse eu iria com ela. Mas decidi ir procurar o Bloch, q tava hospedado no hotel do congresso e tava no quarto. Pra isso tive que descer tuudo até a recepção e subir tuudo de novo. Uma hora e pouco dps descemos e ele estava no hall. Mas o q eu achei que ia ser uma recepção simples se transformou num show, inclusive com patrocinadores. Ele estava com violão eletroacústico, amplificador, microfone Madonna. E com pose de artista e dando show. As 22:40 eu e a profa decidimos ir embora, pq tava mto showzinho. Ele tava tocando mpb e o pessoal dos standes das empresas expositoras de materiais científicos trouxeram whisky, gelo e virou um evento social aquilo. Os outros tinham acabado de descer da sessão de trabalhos e iam ficar, a gente decidiu ir embora e o prof de minas foi com a gente, já q ele tava la na sala com a gente vendo o show a um tempinho. E já tinha tomado um copo de whisky e tava alegrinho. Na esquina, vimos um barzinho animado, com mtos jovens e gente dançando no andar de cima. Começou a tocar mpb e fomos lá ouvir,a profa decidiu tomar uma cerveja com o prof e falou preu ficar com ela senão ele ia encher e dps íamos embora. Acabei aceitando pq ela viu q eu queria ir embora. Acabou a mpb em 2 musicas e começou a sertaneja. Daquelas antigas que mta gente ouviu e quase td mundo sabe a letra pq gruda na cabeça. Não gosto de ouvir, mas essas eu ouvia, sabia ainda algumas letras. E como eu gosto mto de música, pra mim tava bom, sentada no barzinho ouvindo musica, cantando junto, e eu num tava nem aí se era sertaneja. Não é meu tipo de música preferido, mas é legal lembrar dessas coisas antigas. A profa até dançou com o prof, e foi engraçadinho ver isso. Homem velho tem vergonha de dançar, mas ele num ia resistir né. =p
E nessa hora eu fiquei pensando como pode ser triste, a nossa diferença. Pra mim, sentar num barzinho e ouvir musica ao vivo é legal, seja mpb ou mesmo sertaneja. E eu sei q isso não é a cara dele. Eu ia me divertir enquanto ele ia morrer de ódio. Nossos programas não combinam muito. Ele prefere cinema, eu prefiro em casa. Ele gosta muito de filme, eu gosto pouco. Eu gosto de dançar e ele nada. Eu curto ir a uma boate, uma balada de vez em quando, quando tenho ânimo e pique e compania festeira, ele, nem sei. Eu não gosto de animes e manga tanto quanto, ele adora. Eu não tenho mais paciência pra convenções e passei da fase, ele nem começou a curtí-la. Eu não tenho paciência pra ficar muito tempo no pc, ele adora. Eu gosto de jantar, ele quase sempre prefere pizza. Eu amo karaokê, ele odeia. Eu pago mico até de bom grado, ele se esconde das pessoas. Pensar nisso é muito triste. Um sempre vai ter que ceder, e isso com o tempo cansa. Imaginar uma vida vivendo desse jeito, em que a maioria das coisas pra se fazer em tempo livre, diversões, são divergentes é desanimador. E não ter coisas que possamos nos divertir fazendo juntos é uma constatação muito deprimente...
Depois q o cara saiu pra buscar outro copo (cerveja vendida em copos de plástico =p, nada de garrafas) a profa acabou conversando comigo e o assunto foi meu namorado. Como era, quanto tempo a gente ficava sem se ver, o que eu sentia. Essas coisinhas normais, me deixou um pouco melancólica, especialmente depois da ultima constatação recente. E ela me falou que dava pra perceber o quanto eu gostava dele, e achou muito bonito. Os caras que estavam tocando foram fazer um intervalo, o povo (da cidade e os congressistas, maioria de minas) ficou irado. Pouco depois um menino arrumou um violão e falou q ia tocar pra num deixar o povo parado, mas aí falaram q ele podia usar o equipamento do bar, e foram 2 tocar lá. Foi engraçado, até sabiam tocar mas não cantavam mto, não tavam mto acostumados com o microfone, a voz saia baixinha. Estava bem frio, 10° e se o pessoal parasse eles iam sentir o frio. Os profs pediram uma caipirinha de vodka, pra esquentar e insistiram até eu tomar um chocolate quente. Ficamos mais um pouco e fomos embora. Ah sim, logo q tínhamos chegado nesse bar mandamos uma msg pro pessoal vir. Mas eles não leram. E meu cell num fazia ligação. O Cristiano e o Luciano acabaram indo pra festa numa chácara, q organizaram visando o pessoal do congresso, e era perto, dava pra ir a pé. O Luciano foi pra acompanhar. Qnd chegamos no quarto, as quase 2hs a grazi ainda estava acordada. Conversamos e fomos dormir.
Numa dessas acabei soltando q eu comecei a gostar do Luciano no congresso passado. E a profa acabou falando do jeito dele, do q houve com ele.
Realmente, eu sei q não existe homem perfeito e nunca vai existir. Mas o Luciano eh uma das poucas pessoas excepcionais q eu conheci. Ele é bondoso ao extremo, daquelas pessoas q a gente acha q não existe mais. É igualmente educado. Eu até me atrapalhei as vezes, pq ele abria a porta ou deixava a gente passar primeiro e eu não sou acostumada com isso. É muito inteligente, tem milhões de projetos, vários artigos e passou em primeiro lugar no concurso da embrapa agora. Recebeu uma proposta em outro lugar em q ele ia ganhar algo em torno de 12k, mas num vai pq não atende a outras necessidades dele e ele não ta tão preocupado com dinheiro agora.
E a profa falou q ele é mto carinhoso, contou de como ele era com a namorada dele, como eles namoravam na faculdade, como era bonito, como ele se apaixonou demais. E em 2 meses de namoro queria casar, o q acabou assustando a família. Com o tempo a família e a irmã gêmea ajudaram a azedar o namoro enquanto ele ainda gostava da menina. Então ele é uma daquelas pessoas q sofreu demais. E passou a viver diferente, q não ia procurar mais ninguém, q se tivesse a aparecer uma mulher especial pra ele, q seria só dele, ia ser. Engraçado, pq eu tbm pensava assim. As pessoas q desacreditam das pessoas mas continuam acreditando em amor verdadeiro caem nisso. A profa ficou até rindo, pq achou q a Denise, outra ex-aluna dela é q ia gostar dele pq eles trabalharam juntas, mas ela gostou eh do mulherengo francês =p q na época era praticamente casado (sei, casado mas safado..).
E falou q se soubesse, ela podia ter dado alguma ajuda, sei lá, mexido uns pauzinhos. Mas eu o via mto pouco no laboratório, ele era tímido e não dava abertura pra conversar com ele, msm indo juntos e voltando do congresso do lado no ônibus e ele não aparecia mto no laboratório. Lógico q se isso fosse dps, comigo tendo mais intimidade com a profa as coisas seriam diferentes, eu ia falar pra ela e sei lá. Mas na época eu achava q o q tivesse q ser, ia ser. E se não foi pena, é pq não era pra ser. Em algumas coisas, nós somos muito parecidos, o q me faz pensar q se talvez tivéssemos nos envolvido teríamos dado certo.
Mas antes que eu mate alguém do coração falando de possibilidade é melhor eu continuar o raciocínio.
Hoje, aliás antes também mas em menor intensidade, eu tenho um outro tipo de preocupação. Ele é uma pessoa muito calma, muito tranqüila, aquele tipo tímido. Mas acho q ele não tem a capacidade de ser aquele tarado na cama. E eu queria alguém que me fizesse perder a timidez e me libertar desses tabus, e que me pudesse me fazer sentir realizada em todos os sentidos na cama, fazendo o que eu bem estivesse a fim. E esses caras mto certinhos só fazem amor. Fazer amor é ótimo, mas às vezes vc quer algo mais intenso. E eu sempre quis tudo. Pra mim só um desses não basta. O problema é achar um meio termo entre os extremos romântico e cafageste.
O meio termo eu já encontrei, e nesse aspecto tá td quase perfeitinho. Pra melhorar, só ele falar um pouco mais no meu ouvido, demonstrar mais (ou eu msm acostumar com o jeito dele) e gemer mais..aí e ele chega no padrão q que sempre sonhei =p
A questão q me fez gostar do Luciano é pq ele é mto delicado, mto romântico, mto atencioso e carinhoso, paciente e bondoso. Carinho é uma coisa q td mundo gosta e quer. Seja em público ou em casa, seja num momento bom ou ruim, e que se peque por excesso e não por falta, pq o importante é a intenção. Ninguém cansa de ouvir te amo demais..não se é verdadeiro.
sexta-feira, 7 de julho de 2006
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário