segunda-feira, 20 de março de 2006

Chove lá fora e aqui faz tanto frio...
E eu que fico melancólica com chuva - desse jeito eu corro o risco de adquirir uma depressão permanente antes do início das aulas.

Sem ânimo nem pra ligar o computador, eu fui assistir Grey's Anatomy. Fantástico seriado de medicina da Sony.. E hoje o tema era sobre dor. (2a. temporada, episódio 'bring the pain' - Deus salve o google)
E eu ouvi coisas muito interessantes:

"Pain, it comes in all forms. The small twinge, a bit of soreness, the random pain that we live with everyday. Then there is the kind of pain you just can't ignore, a level of pain so great that it blocks out everything else, makes the rest of your world fade away until all we can think about is how much we hurt, how we manage our pain is up to us. Pain we anthetisize, ride it out, embrace it, ignore it, and for some of us the best way to manage pain is to just push through it.
Pain, you just have to ride it out, hope it goes away on its on, and hope the wound that caused it heals. There are no solutions, no easy answers. You just breath deep and wait for it subside. Most of the time pain can be managed, but sometimes the pain gets you when you least expect it, hits way below the belt and doesn't let up. Pain you just have to fight through, because the truth is you can't outrun it, and life always makes more."

Eu escondi a minha bem fundo. Agora não é uma boa hora pra lidar com isso, e em verdade, nunca sei quando vai ser. Mas o mais estranho é que eu consigo sentir sua presença aqui. Me cutucando, fazendo-se presente junto com a chuva. Aprisionada em uma caixa de vidro, da qual ela não pode sair agora, mas a qual me permite ver tudo.
Talvez seja por isso que eu estive instável ontem (seria hoje de madrugada) algumas lágrimas pelo rosto sem querer, voz embaçada. Por sorte, ou ele não percebeu ou não comentou.
Isso me chateia. Porque eu não posso ser o suporte emocional dele, quando ele precisa? Porque eu não posso relevar o que ele me diz, quando eu sei que ele está pior do que eu? Como eu faço pra não me chatear com ele?
Ele é tão diferente. Ele sofre tão calado que eu fico sem saber que ele sofre. Ele pode estar muito pior do que eu, inclusive pelo fato de ter muito mais motivos pra isso. Mas ele não me fala, ele acha que é melhor assim. Que sofrendo em silêncio, eu não sofro por ele.

É como se algo estivesse acontecendo comigo. Algo fora do meu alcançe e do meu entendimento. É muita sacanagem se isso for culpa de alguma variação hormonal ou climática. Não é justo.
Agora era pra eu estar tranqüila, com a vida com rumos parcialmente estabelecidos. Não é como se eu tivesse grandes coisas pra me preocupar. O período de estresse já passou, mas de alguma forma eu não consigo me livrar dele. Parece que eu estou prolongando o sofrimento de uma forma insconsciente.
Preciso acabar com isso pra vivenciar outras 'dores' que eu estou sentindo e seguir em frente. Mas alguma coisa me diz que isso só vai passar quando nos encontrarmos novamente.
Até lá ainda tem muita coisa a acontecer no caminho...

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