terça-feira, 28 de março de 2006

Uma coisa que eu fiquei pensando é como meu pai ficou do lado da minha mãe.
Fiquei meio chateada, pq eu queria ter razão como filha.
Mas aí pensei... é natural ele ficar do lado da pessoa que ele ama.
Tentei nos colocar nessa mesma situação. Como ele sempre me apoio, acho que dessa vez não iria ser diferente. Mas se ele não ficasse, ficasse do lado do filho? Me senti muito irritada nessa hora. Não quero que ele fique a favor de um filho. Não quero que ele o ame mais do que a mim. (Os pais dizem - especialmente as mães - que amam mais os filhos que os companheiros.) Não quero amar mais um filho do que a ele, especialmente pq eu sei que isso é genético e comportamental. Como você ama um bebê que nem conhece, não sabe como é a personalidade..só pq ele se originou da sua carne? Essa desculpa de perpetuar a espécie não cola.
Não quero ter filhos. Não quero dividi-lo com ninguém. Não quero que ele ame outra pessoa. Como eu sou egoísta...
Mas quero participar na criação de um outro ser humano. Ajudar a crescer, fazer o que meus pais fizeram por mim, e o que eu acho que eles deveriam ter feito. Ter uma família, alguém pra se preocupar.
Então, única solução plausível pr enquanto é adoção. Pulo as misérias de gravidez e parto, fraldas e acordar toda noite. Benção de ter uma criança, amando-a como se fosse minha. Porque se é comportamental, é a mesma coisa. Pra ele seria bom. Tem horas que eu penso que ele não vai se sentir realizado sem um filho (e pior que pra ele ser feliz mesmo tem quer ser filhO.. qnt a isso num posso fazer nada). Eu olho pra ele e é como se ele estivesse silenciosamente me dizendo coisas.
Pior que ele diz preu parar com isso. Quando ele quer dizer ele diz mesmo. Eu não preciso adivinhar nada maioria das vezes.
Quando eu acho que tá tudo bem eu vejo que tem um mte de coisas ainda pra resolver, lá na frente, na vida, no futuro..
Quanto coisa importante surge por causa de um assuntinho besta..

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