segunda-feira, 26 de março de 2007

E tive que editar o rascunho quase todo. Sábado a tarde eu ainda não tinha bem compreendido as coisas. Ao menos fui ver o filme dos penetras de casamento. Faz tempo q eu não via filme na tv a cabo. Não foi tão bom assim.

A conversa foi pesada. Pela primeira vez eu pensei, por ter pensado muito sexta também, que o fato de sermos diferentes ocasiona um tratamento diferente. Eu estou sempre correndo atrás dEle, zelando, cuidando, mostrando amor. Até porque eu receio que se eu não me fizer presente na vida dEle eu posso 'perder o meu lugar'. Mas Ele não me procura. E isso cria uma necessidade de amor que parece implacável. Nada, nunca é suficiente. E eu vivia me perguntando se eu era a-normal. O que tinha acontecido de errado pra eu ser assim tão monstruosamente carente. Parando pra rever toda a minha vida, amor da família, pra ver se não era isso. E não achava explicação. Porque não é tempo, eu posso muito bem conciliar dias de folga sem pôr tudo em risco, então tinha que ser algo mais. Ontem as coisas fizeram um pouco mais de sentido. Na minha cabeça.

Se Ele não me procura nunca (seja qual motivo) eu não me sinto amada. Não que eu não saiba que Ele me ama. Mas saber e sentir são diferentes, e sentir que você é amada é algo muito gratificante. Esse é um dos vários motivos que eu tento cultivar esse amor, não deixar cair na rotina, tentar não deixar a situação ruim. E eu acho que esse esforço é só meu. E isso é bem chato. Eu tentei lidar com isso da maneira mais rápida e direta possível, mas aparentemente eu causei um choque muito maior. Não é que de repente as coisas que estavam boas ficaram ruins, eu nunca escondi nada (nem consegui) do que sinto. As coisas sempre existiram, mas todo esse tempo a temática da afeição sempre foi vista da forma 'eu sou anormal' e saber, ver que existe uma outra origem, mais real, me traz um certo alívio. Bem, pelo menos trazia antes. Pra mim não há nada de complicado nisso. Eu sei que não podemos mudar as pessoas, então vamos tentar com muita força dar o melhor do melhor. Porque eu sei que Ele me ama e quer ficar comigo, e está disposto a fazer sacrifício pra isso, assim como eu.
A parte mais chata são as dores, dEle e minha, que ficam depois. Tristeza, frustração, sensação de impotência de falta de mérito. Ainda estou sentindo essas coisas, em doses homeopáticas pra sofrer pouquinho e levar por mais tempo. Parece mais fácil. E ele ainda está enfrentando uma maratona de provas e trabalhos com o fardo da insônia.

E domingo como se não bastasse isso, eu resolvi, não sei porque contar uma coisa ruim quanto.
- Essa é a equação da fissão nuclear, mas tá faltando uma coisinha aqui, vc sabe o que é?
Eu sempre convivi com a insegurança. Não que ela esteja na minha cabeça o tempo inteiro, mas algumas vezes eu já pensei como seria se Ele me largasse daqui uns muitos anos. Claro que eu nunca consegui chegar até o fim disso nem na minha imaginação, não dei conta. Mas nunca desconsiderei a possibilidade. Não sei porque eu não consigo confiar nele quanto eu forneço confiança. Não sei se é porque eu não tenho nenhuma característica que faça 'segurar' o relacionamento, ou porque talvez a minha auto-estima com Ele nunca tenha sido muito boa. Ou porque Ele sempre foi muito direto e nunca mascarou a existência dessa possibilidade.
Eu não sei porque eu pensei que seria bom contar esse medo cabeludo pra Ele, ou no que Ele poderia ajudar. Dei com a língua nos dentes.

Por sorte estamos (eu acho) com certa experiência nisso, e na medida do possível tentamos não estragar o fds. O meu 1° sozinha de novo. Funcionar assim assim não funciona não, depois eu fico me sentindo que nem hoje, um frango atropelado. Mas ao menos eu me engano o suficiente pra tentar ir dormir tranquila. Ele, nem isso. Eu gozo, ele também não. E dessa vez, pesado.

A situação em casa deu folga, na faculdade também. Bem q meu coraçao podia ter dado folga e deixasse pra aparecer com essas coisas depois. E eu sei q logo entro de tpm de novo, ja tou sentindo vontade de chorar meio fácil e não sei se são hormônios ou a situação. Ando desanimada também, querendo uma folga. Uma fuga das coisas pelo menos um pouquinho. Não dEle. dEle eu sinto falta o tempo todo, e ia ser até bom se eu conseguisse dar uma escapadinha pra gente ficar junto. Mas cadê tempo? E o congresso me tras mais dor de cabeça do que o resto, ta dificil. Tou quase tocando o fd-se e deixando pra ver no q vai dar.

Hoje trabalhei só de manhã, vim de tarde pra casa e fiquei 2hs vendo inutilidade na tv, pq estava cansada mas nao queria dormir. Vim pra net, acabei encontrando com Ele e como ele estava ocupado eu fiquei pra assistenciar um pouquinho só e acabei terminando meu trabalho da materia em cima do prazo. Na verdade, adiaram por mais 1 semana mas quanto mais eu enrolar pior fica.
De noite meus pais quiseram ir comer pizza e eu fui, ruim assim eu não tenho vontade de fazer dieta nenhuma mas sei que amanha vou acordar querendo comer nem gelo com alface e vou sentir uns enjoos e umas vontades de vomitar até a alma nesse período.
Mas amanha cedo ja volto a retomar o trabalho com todos os milhoes de coisas que precisam ser feitas, independente do que acontece na minha vida. E tem seminario pra preparar, aula..

Pelo menos hj eu vi Lost, pq meu pai foi ver tv no quarto (a de 21 ele aceita ver globo no quarto ja q a de 29 ta na sala..) mas num vi td pq é um episódio q tem cena de sexo. Bem bonita e bem romantica mas a mae tava na sala. Engraçado, agora sou eu q restingo a tv.. E vi grey's anatomy. Eu tinha desistido pq os 4 eps q eu tentei acompanhar perdi. A reprise é domingo a noitinha e nessa hora a tv nao é minha. Acho que perdi um parte boa da série e nao tou achando tanta graça como deveria, mas fazer o q.
Semana q vem eu vou acompanhar lost pela tv, definitivamente. Eu espero.
hm cabei de lembrar q tenho q estudar pro concurso tambem, tinha quase esquecido..

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