sexta-feira, 9 de março de 2007

Odeio desligar o computador porque eu tenho medo de que ele não ligue de novo, ou a internet não funcione. Mas agora que eu não tenho q baixar nada, eu posso desligar o pc pra dormir, embora eu ache que o barulho não faça mais nenhuma diferença.
Fiquei uns minutos tentando forçar a net a voltar, e acabei achando melhor ir pro laboratório.

Faxina é algo meio chato, envolve poeira em grandes quantidades, o que me deixa péssima. Especialmente pq poeira de lugares fechados me é mais alergênica que poeira de casa, por exemplo.
Mas fui.
Acho que resignação é uma palavra que cabe bem. Não é tristeza, nem derrota, nem desistência. É aceitar o fato de que essa é a única opção e nao vale a pena nutrir sentimentos negativos por isso. Eu tinha uma desculpa qualquer pra justificar a cara-feia , ou a ausência do bom-humor habitual, então..
Lá chegando, tomei uma tarefa pra mim. A mulher chata não me olhou de cara feia mas não me cumprimentou, respondeu minha pergunta e ficamos nos encontrando em silêncio nas tarefas.
Mas, como não podia deixar de ser, antes das 14h ela foi. E eu fiquei. E não iria embora enquanto não terminasse o que eu me dispus a fazer. Mas quando foi ficando perto do fim, fiquei tão satisfeita com o resultado, que me deu vontade de ir mais longe, fazer mais um pouquinho.
Assim perdi a carona, pq meu pai saiu antes das 17, e aqui o ônibus na faculdade é ocasional, vc nunca tem certeza se vai passar ou não. Se eu estivesse de carro, ia ser a última a sair, de propósito mesmo. Mas como não podia arriscar perder o ônibus, saí mais cedo. Com algumas coisas ainda a resolver no laboratório, porque algumas pessoas não foram ajudar o serviço demorou, e porque por falta de liderança tudo vira meio bagunça, além do pessoal marcar as 9 pra chegar as 10.

Estava tão aliviada, mais que a sensação de dever cumprido foi o fato de mostrar minha capacidade, provar meu valor. Não pra uma, mas pra qualquer pessoa de lá. E isso me fez sentir bem comigo mesma, mesmo pegando um ônibus mais caro que o meu pra descer num ponto mais longe que o normal e enfrentar congestionamento, além de ficar preocupada de chegar no ponto de noite e não saber como atravessar a pista movimentada dele até meu bairro. Deixei pra ver o que ia ser.
Na ida pra faculdade eu comecei a ficar enjoada no caminho, até pq estava estudando. Parei e me concentrei no rádio, o que facilitou o percurso de 1h e me fez esquecer o enjôo.
Na volta, eu estava alegre, pq ia voltar de ônibus mas eu ia sentada e ouvindo rádio. A voz do Brasil só começa as 19h.

Isso me fez pensar em como somos diferentes. E constatar que eu penso nEle de várias formas e por motivos diferentes todos os dias. Porque a rádio que eu gosto de ouvir é cult, não toca nada 'popular', e pra mim é a melhor e única rádio pra ouvir o dia todo, todos os dias.
E então eu pude aproveitar aqueles pequenos momentos que a vida nos proporciona de sentir felicidade com coisas simples. Tocou uma musiquinha muito gostosa : Don't worry, be happy. A melodia é super agradável, e é muito engraçadinho o sotaque do cantor, parecendo um indiano falando inglês..
Sorrindo, lembrei da única piada que eu fiz, que ele riu. E desejei que esse minuto durasse uma eternidade.

Engraçado como somos diferentes. A minha rádio preferida, pra Ele é uma porcaria. O canal que Ele gosta, pra mim é quase lixo. Eu penso nEle o tempo todo e criei um hábito de tentar me fazer presente o tempo inteiro porque eu acho isso importante. Mas justamente por sermos diferentes não podemos esperar a mesma coisa do outro.
Uma vez eu me senti mal, porque quando tínhamos certo tipo de problemas, eu conseguia superar fácil, enquanto Ele não. Hoje eu entendi que ainda bem que é assim. Eu já me importo com tanto, me culpo por tanto, e me entristeço por tanto que não preciso de adicional.
Então, por enquanto - talvez pra sempre, temos que lidar com essas coisas. E não dá pra ter mesmo igualdade total de relacionamento, somos diferentes, é intrínseco. Ele corresponder as minhas necessidades constantes de afeto antes de virar algum problema implica em Ele brigar comigo do mesmo jeito que eu com ele sem gerar conseqüências drásticas.
Acho impossível que nos aproximemos a esse ponto de anular as nossas personalidades.

Eu entrei em casa e já senti o clima. Quando você ainda não viu o trovão mas sabe que ele vai cair.. O fato de meu pai aproveitar uma promoção ontem pra comprar uma TV tela plana 29" parece que não surtiu grandes efeitos. O ruim é que eu fico sem graça, normalmente eu faria festa, agradeceria, ontem não sabia nem como reagir.
Como estou tendo que assistir o jornal, pra ver o que acontece no mundo pra prova de atualidades do concurso, eu pûde assistir um pouco de tv. É bom, pena que eu desisti de acompanhar os seriados, é virtualmente impossível isso. E com essa tv eu acho que posso ver tv sem lente e óculos..
O rack da tv foi mais um motivo que minha mãe usou pra arrumar encrenca. E com isso tudo, eu acabei meio que tomando partido. Pq se ela tomasse os remédios da menopausa, que acabam com a alteração de humor, a convivência seria mais fácil. Engraçado, eu nao me aguento com isso de tpm, não sei como ela consegue viver assim..

Quando eu cheguei em casa hoje, fiquei bem irritada. Porque essa semana eu fiz comida todos os dias, fiz a sopa, botei nos potes, limpei a casa, lavei e pendurei a roupa. E quando eu chego em casa, vi que ela não lavou um copo. E não deu banho no cachorro, não fez nada.
É chato isso, pra quem trabalha, estuda e faz um monte de coisas ver alguém que ficou em casa o dia inteiro sem fazer nada.

Hoje no jantar ela disse que está com depressão, com vontade de fazer nada e quer contratar alguém pra vir limpar. Eu acho um absurdo, a vida toda nunca tivemos ngn aqui em casa, às vezes por necessidade, outras por não achar gente de confiança e tbm pela perda de liberdade. Uma diarista semanal ou quinzenal é uma boa idéia. Só que eu acho um absurdo diarista com ela em casa sem fazer nada. Quando eu não estou em casa, acho que nem a própria comida ela faz. Toma um leite ou engana com qq porcaria.
Agora, pessoas com depressão não dizem que estão com depressão. É algo muito difícil de descobrir. Pra mim isso vem de ela estar em casa sem fazer nada, nenhum passatempo ou atividade. E mente vazia é oficina do diabo. Só que aqui em casa ninguém quer aturar uma coisa dessas.
Como eu estava bem compreensiva hoje, levei tudo com tranquilidade. Até pq eu disse que ela precisa ir no médico se tratar e melhorar, se for depressão msm ou não. Assim eu acho que as coisas podem melhorar. Mas se não melhorarem aí não tem jeito. Meu pai tem mais é que sair de casa e eu também, porque ninguém consegue servir de saco de pancada por muito tempo. E assim ela termina sozinha.
Eu vou dar a chance, mas me sinto no direito de fazer cobranças também. Só não estou mais desesperada pra sair de casa, pq acho que doença tem cura quando a pessoa está disposta. Não é nem pq ela é minha mãe, pq eu já tive a capacidade de pensar que se ela morresse as coisas ficariam melhores. Credo.

Se piorar mais, eu acho que ela é quem deveria sair de casa. Pq ela que está atrapalhando os outros por causa dessa loucura da menopausa. E eu tenho idéia do que seja, sei como é ruim, mas eu não seria capaz de escolher atrapalhar a vida dos outros por medo de médico ou seja lá o que for. E com essa do concurso, minha esperança de sair de casa logo foi lá em baixo.

Imagino se eu tivesse depressão daqui 30 anos, como Ele reagiria? Como Ele iria me tratar?
Eu pensei em fazer uma pergunta pra Ele hoje mas.. acho que Ele nem se lembraria.
Talvez eu deva dizer que eu pensei em cortar minha unha mas ela quebrou antes...

Provavelmente Ele vai chegar cansado e vai dormir cedo. É uma coisa que eu tenho que acostumar. Ou depois, me acostumar a não aparecer todo dia.. Não sei nem quanto tempo mais eu vou esperar Ele chegar. Talvez eu devesse mandar uma msg de boa noite e ir dormir logo. Já sei que não adianta medir as coisas pelos meus parâmetros, porque nós e toda a nossa situação é diferente. Mas, cadê coragem?

Pra não ficar feio, guardei uma coisa boa pro final. Eu vi Goldenboy e é bem diferente do que eu imaginava. Foi tão divertidinho que eu lamentei ter apenas 6 episódios. A tradução tem uns erros bem grotescos, mas eu tenho que me lembrar que as pessoas não percebem isso. Mas até me deu uma coisa pra comentar na aula de japones amanha, relacionada com o que nós conversamos ontem.
E o cara é um pervertido mas tem outras qualidades. Então acaba ficando meio fofinho.
E eu ri muito com essa fixação por privadas =D
O chato é que agora eu não quero ver Noir (só se for ver a abertura e o encerramento =p), nem kimi ga nozomu eien. Quero ler sandman, mas tou com os olhos ainda meio doendo de ontem e não vou forçar.
Em 30minutos eu acabo com todas as coisas que eu posso fazer na net. Não tem ngn no mirc, e eu não aguento estudar mais.
Difícil achar um passatempo não cansativo =P
Queria mais episódios de goldenboy. O dublador é tão bom. É tão engraçado ^^..
Incrível como eu acho que vou escrever só um pouquinho e levo uma hora =p

Como estou estudando português, passei o corretor pra ver se errei alguma coisa. Fora typos, acentos e abreviaturas, nada. Pq hj lendo a apostila eu vi coisas que eu não sabia, então devem ter coisas que eu escrevo errado sem saber. Só que esse negócio não reconhece palavras normais..corretor mais maluco q o do word =P Será q tá em português de portugal? msm assim não tem motivo...

Um comentário:

Anônimo disse...

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